quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Lankavatara Sutra - vegetarianismo



Todo o capítulo oitavo do Lankavatara Sutra, Dharani, é dedicado a expor as razões pelas quais o budista não deve consumir carne. O reproduzimos aqui na íntegra:
“Naquela época, Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva pediu ao abençoado por mais explicação: Fale-me Abençoado, Tathagata, Iluminado, sobre o mérito e vício relativo à questão de comer carne; para que deste modo eu e outros bodhisattvas do presente e do futuro possamos ensinar o Dharma a fim de fazer com que os seres abandonem seu ávido apego por carne, seres que sob a influência da energia do hábito relativo às existências carnívoras anseiam intensamente por comidas de carne. Esses comedores de carne, ao abandonarem esse desejo, irão buscar o Dharma e considerar todos os seres com amor, como se fossem seus filhos, e terão grande júbilo e compaixão pelos seres. Desenvolvendo compaixão eles irão colocar a si mesmos, com disciplina, nos estágios para a senda dos bodhisattvas e se tornarão despertos em grande iluminação.
Abençoado, mesmo aqueles filósofos que mantêm idéias errôneas e estão apegados às visões do Lokayata tais como o dualismo da existência e não-existência, o niilismo e o idealismo, mesmo eles irão proibir o consumo de carne e irão eles mesmos pararem de consumir. Ó Grande Instrutor, aquele que promove a misericórdia é um ser iluminado; não há nada de ruim em impedir o consumo de carne, não só para si mesmo, mas para os outros também. Sim, deixe que O Abençoado, cujo coração está preenchido com amor pelo mundo todo, que considera todos os seres como seus filhos e que possui grande compaixão em conformidade com seus sentimentos bondosos, ensine-nos sobre o mérito e vício relativo ao consumo de carne, de modo que eu e outros bodhisttavas possamos ensinar o Dharma.
O Iluminado respondeu: “Escute então, Mahamati, e reflita bem; Eu lhe direi.”
 “Certamente, ó Iluminado.” Respondeu Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva. E pôs-se a ouvir.
O Iluminado disse então a ele: Por inúmeras razões, Mahamati, o Bodhisattva, cuja natureza é compaixão, não deve comer nenhuma carne; Explicarei: Mahamati, nessa longa jornada de renascimentos, não há um ser que, tendo assumido a forma de um ser vivo, não tenha sido sua mãe, pai, irmão, irmã, filho ou filha, ou outro dos laços que unem; ao renascer poderão adquirir a forma de animais, selvagens ou domésticos; assim sendo, como pode um Bodhisattva-Mahasattva, que tenciona aproximar-se de todos os seres como se fossem ele mesmo e praticar as verdades ensinadas pelo Buda, comer a carne de seres vivos que possuem a mesma natureza que ele mesmo? Mahamati, mesmo o Rakshasa que ouve os discursos do Tathagata sobre a elevada essência do Dharma alcança a percepção da necessidade de proteger o Dharma e ter compaixão; até mesmo ele evita o consumo de carne. Então Mahamati, onde quer que haja evolução de seres vivos, que as pessoas divulguem com alegria o sentimento de equanimidade, e pensem que todos os seres vivos devem ser amados como filhos únicos, que todos deixem de comer carne! A carne de um cachorro, jumento, búfalo, cavalo, homem ou qualquer outro ser, não é para ser comida. O Bodhisattva, portanto, não deve comer carne.
Pelo amor à pureza, Mahamati, o Bodhisattva deve evitar a carne, que nasce através de sêmen e sangue etc. Por receio de causar sofrimento a outros seres, Mahamati, o Bodhisattva, que se dedica a atingir elevada compaixão, não deve comer carne. Para ilustrar: quando um cão vê à distância um caçador, cujo desejo é comer carne, ele se apavora e pensa “eles são assassinos, irão me matar”. Da mesma maneira, Mahamati, até mesmo os animais que vivem nos céus, na terra e na água, ao verem comedores de carne à distância, perceberão nos caçadores, por seu aguçado olfato, o desejo por carne, e fugirão de tais pessoas o mais rápido que puderem; pois tais pessoas são para os animais a ameaça de morte. Por esta razão, Mahamati, que o Bodhisattva que se dedica ao caminho da iluminação, que busca ater-se à grande compaixão, deixa de comer carne, para não aterrorizar os seres vivos. Mahamati, a carne, morta por pessoas sem sabedoria, está cheia de um odor fétido e consumi-la traz má reputação, o que faz com que pessoas sábias se afastem; O Bodhisattva não come carne. A comida dos sábios, Mahamati, é a mesma dos Rishis. Não consiste de carne e sangue. Portanto, Mahamati, o Bodhisattva não come carne.
A fim de proteger a mente de todas as pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é pura e santa e que não deseja que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne. Pois, Mahamati, há pessoas que falam mal do ensinamento do Buda, elas dizem: “Porque aqueles que dizem estar vivendo a vida de um Sramana ou um Brâmane rejeitam a comida consumida pelos Rishis e, como animais carnívoros vagam pelo mundo aterrorizando as criaturas, ignorando a vida que deve ser levada pelo Sramana e destruindo os votos do Brâmane? Não há nenhum Dharma em suas mentes, nenhuma disciplina.” Há muitas pessoas que por essa causa tornam-se mentalmente desfavoráveis aos ensinamentos do Buda. Por esta razão, Mahamati, a fim de proteger a mente das pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é cheia de misericórdia e que deseja evitar que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne.
Mahamati, o odor fétido emitido por um cadáver é ofensivo. Que o Bodhisattva abstenha-se de carne. Quando carne é queimada, seja de um homem morto ou de outra criatura, não há distinção entre o odor. Qualquer tipo de carne, quando queimada, emite um odor igualmente nocivo. Portanto, Mahamati, que o Bodhisattva, que deseja a pureza em sua prática, abstenha-se totalmente do consumo de carne.
Mahamati, quando filhas da boa linhagem, desejando exercitarem-se em várias disciplinas, tais como o desenvolvimento de um coração compassivo, o domínio de fórmulas mágicas, ou o conhecimento mágico perfeito, ou, ao engajarem-se em uma peregrinação pela senda Mahayana, retiram-se para lugares isolados, demônios se aproximarão delas se ainda comerem carne. Se, sentadas em poltronas ou assentos dedicados à prática, serão impedidas de desenvolver siddhis ou alcançar a libertação por causa do consumo de carne.
Até mesmo a visão de formas objetivas faz com que surja o desejo de provar seu sabor, que o Bodhisttava, cheio de piedade e considerando todos os seres como seus filhos, abstenha-se de carne completamente. Reconhecendo que sua boca tem cheiro extremamente fétido, mesmo estando vivo, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se totalmente de comer carne.
O comedor de carne dorme mal e acorda perturbado. Ele sonha com acontecimentos terríveis. Ele vive sozinho em uma cabana vazia; seu espírito é perseguido por demônios. Freqüentemente ele é abatido pelo medo, ele treme, sem saber o por quê. Não há regularidade em sua dieta e ele nunca está satisfeito. Em seu comer, ele nunca sabe o que é o gosto próprio dos alimentos, a digestão e a nutrição. Suas vísceras estão entupidas com vermes e outras criaturas impuras por causa da carne. Ele já não se sente tão avesso a doenças. Se eu ensino que consideremos a comida com se estivéssemos comendo nossos próprios filhos ou tomando drogas, como poderia eu permitir que meus discípulos, Mahamati, alimentassem-se de carne e sangue, que são gratificantes aos tolos mas abomináveis aos sábios, que trazem muito mal e afastam muitos méritos; que não são oferecidas aos Rishis e são inadequadas?
Agora, Mahamati, a comida que eu permito que meus discípulos consumam agrada aos sábios e é evitada pelos ignorantes; mantém a maldade afastada e é prescrita pelos antigos Rishis. Consiste de arroz, cevada, trigo, feijões, lentilha, óleos, mel, melado, frutas etc.; comida preparada com estes ingredientes é a boa comida. Mahamati, pode haver pessoas irracionais no futuro que irão discriminar e estabelecer novas regras de disciplina ética e que, sob a influência da energia de hábito pertencente às raças carnívoras, irão avidamente desejar o gosto da carne: não é para tais pessoas que a alimentação acima foi sugerida. Mahamati, esta é a comida que eu indico para os Bodhisattvas-Mahasattvas, que se dedicaram aos Budas, que germinaram sementes de bondade e têm confiança. Aqueles que são todos da família do Sakyamuni, filhos e filhas de boas famílias, que não têm apego ao corpo, à vida, às propriedades, que não cobiçam prazeres, não são gananciosos, que, sendo compassivos, desejam abarcar a todos os seres vivos e consideram a todos como eles mesmos, que têm afeto pelos seres como se fossem seus filhos.
Há muitos males em comer carne Mahamati, numerosos vícios são gerados nas mentes pervertidas daqueles que estão engajados no consumo de carne. Os ignorantes e de mente fraca não estão cientes de tudo isso, e dos deméritos ligados ao consumo de carne. Saiba, Mahamati, que conhecendo isto, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se de carne.
Mahamati, se a carne não é consumida por ninguém por razão alguma, então não haverá mais destruição da vida. Na maioria dos casos o extermínio de seres inocentes é feito por motivos de orgulho e raramente por outras causas. Nada de bom pode ser dito sobre comer a carne de seres sencientes, e alguém contaminado pelo ávido desejo de carne pode chegar ao ponto de comer carne humana! Mahamati, na maioria dos casos, armadilhas e outros dispositivos são colocadas em vários locais por pessoas que perderam a noção de seu apego pelo gosto da carne, e, assim, muitas vítimas inocentes são destruídas por causa do valor atribuído a elas. Há até mesmo aqueles, Mahamati, que são como Rakshasas de coração duro, e que costumam praticar crueldades. Aqueles que, sendo completamente sem compaixão, pensarão nos seres vivos como sendo destinados ao consumo e destruição – nenhuma compaixão surgirá nesses.
Não é verdade que a carne é comida aceitável e permissível para o Sravaka quando a vítima não foi morta por este, quando este não pediu a outros que a matassem e quando não era especialmente destinada a ele. Novamente, Mahamati, haverá pessoas inconseqüentes no futuro que se engajando no caminho ensinadas por mim e conhecidas como filhos de Sakya, pessoas que vestirão o manto Kashaya como um emblema, mas que serão em pensamento terrivelmente afetadas pelo klesha das noções errôneas. Eles falarão sobre suas várias práticas de disciplina, apegados à visão de uma alma pessoal. Sob a influência do desejo pelo sabor da carne criarão argumentos sofistas para defender o consumo de carne. Pensarão que estarão permitindo que eu seja caluniado quando falam de fatos possíveis de interpretar de várias formas. Imaginando que este fato em particular seja possível interpretar, eles concluirão que o Iluminado permite o consumo de carne, e que esta é mencionada entre os alimentos permitidos e que provavelmente o próprio Tathagata o consumiu. Mas, Mahamati, em lugar algum nos sutras o consumo de carne é permitido, nem referido como sendo próprio entre os alimentos sugeridos aos seguidores do Buda.
Se eu tivesse, Mahamati, uma mente que permitisse o consumo de carne, se eu dissesse que ela é própria para os Sravakas, eu não teria proibido o consumo de carne para estes iogues, filhos e filhas da boa linhagem. Desejando compartilhar a idéia de que todos os seres vivos são para eles como um filho único, esses iogues são compassivos, praticam a contemplação e uma vida ascética, eles seguem o caminho do Mahayana. Mahamati, este ensinamento de que não se deve comer carne é aqui dado a todos os filhos e filhas da boa linhagem, sejam eles ascetas das florestas ou iogues que praticam os exercícios, se eles desejam o Dharma e estão trilhando o caminho. Possuindo compaixão, consideram todos os seres como filhos, assim atingem a meta de sua disciplina.
Nos textos canônicos o processo de disciplina é desenvolvido em seqüência ordenada, como uma escada em que se sobe passo a passo, degrau por degrau, cada um unido ao outro de maneira regular e metódica. Há uma proibição quanto à carne encontrada em animais já mortos. No presente sutra qualquer forma de consumo de carne, de qualquer maneira e em qualquer lugar, é incondicionalmente e uma vez por todas, proibida a todos. Assim, Mahamati, eu não permito que ninguém coma carne, nem permitirei. Alimentar-se de carne, Mahamati, é impróprio para monges. Poderá haver alguns, Mahamati, que dirão que o Tathagata consumiu carne, eles o farão achando que isso irá caluniá-lo. Pessoas ignorantes como essas serão amaldiçoadas por seu próprio carma impeditivo, e cairão nas regiões onde longas noites se passam sem ganho nem alegria. Mahamati, os nobres Sravakas não consomem a comida das pessoas comuns, muito menos a comida que vem da carne e do sangue, que é de todo imprópria. Mahamati, o alimento próprio para meus Sravakas, Pratyekabuddhas e Bodhisattvas é o Dharma, e não a carne. O Tathagata é o Dharmakaya, Mahamati; ele se atém ao Dharma como alimento; seu corpo não é um corpo que se alimentou de carne; ele não suporta nenhum alimento cárneo. Ele já se expurgou da energia-hábito de sede e desejo que mantém preso à existência; ele mantém a má energia-hábito das paixões afastada; ele é totalmente emancipado em mente e sabedoria; ele é aquele que tudo sabe, que tudo vê; ele considera a todos os seres com imparcialidade e como seus filhos; ele é um grande coração compassivo. Mahamati, considerando que todos os seres são como um filho único, como posso eu permitir que os Sravakas comam a carne de seus próprios filhos? Muito menos eu o faria! Afirmar que eu permiti que os Sravakas, assim como eu mesmo, tomassem parte no hábito de comer carne, Mahamati, é algo totalmente sem fundamento.
É dito:
    1. Licor, carne e cebola devem ser evitados pelos Bodhisattvas-Mahasattvas e por aqueles que são heróis da vitória.
    2. A carne não agrada aos sábios: possui um odor fétido e nauseante, causa má reputação, é comida para os carnívoros; Digo-lhe Mahamati, não deve ser consumida.
    3. Àqueles que consomem carne há efeitos ruins, àqueles que não a consomem, méritos; Mahamati, você deve saber que os comedores de carne trazem para si mau carma.
    4. Que o iogue deixe de comer carne, já que a carne também cresce nele e o ato de comê-la é uma transgressão, já que a carne é produzida por sêmen e sangue e o ato de matar os animais aterroriza os seres.
    5. Que o iogue sempre deixe de comer carne, cebola e os vários tipos de licor e alho.
    6. Não unte seu corpo com óleo de gergelim; não durma em uma cama cheia de espinhos; os seres que vivem em cavidades e fora delas ficarão terrivelmente assustados.
    7. Do comer carne surge arrogância, da arrogância surge uma noção errônea, e dela a ganância; por esta razão deixe de comer carne.
    8. Da imaginação surge a ganância, e com a ganância a mente fica estupefata; surge apego à estupefação e assim não há libertação do nascimento e morte.
    9. Por causa de lucro seres sencientes são destruídos, pela carne é dado dinheiro, isto é uma ação errônea e a ação irá maturar nos infernos.
    10. Aquele que come carne, ignorando as palavras do Muni, tem uma mente maldosa; ele é apontado nos ensinamentos do Sakya como o destruidor do bem-estar dos dois mundos.
    11. Esses causadores de mal irão para os mais terríveis infernos; comedores de carne serão jogados em horríveis infernos, tais como o Raurava etc..
    12. Não há carne que possa ser considerada pura, seja ela não premeditada, não pedida e não impelida. Portanto, deixe de comer carne.
    13. Que o iogue não coma carne, é proibido por mim assim como pelos Budas; Seres que se alimentam uns dos outros renascerão entre os animais carnívoros.
    14. Aquele que come carne cheira mal, é desdenhoso e privado de inteligência; ele nascerá novamente e novamente nas famílias de Candala, Pukkasa e Domba.
    16. O consumo de carne é rejeitado por mim em sutras como o Hastikakshya, o Mahamegha, o Nirvana, o Anglimalika e este, o Lankavatara.
    17. O consumo de carne é condenado pelos Budas, Bodhisattvas e Sravakas; se alguém devora a carne sem sentir-se envergonhado, para sempre esta pessoa será insensata.
    18. Aquele que evita a carne etc., nascerá, por causa disso, na família dos Brâmanes, dos Iogues, dotado com conhecimento e bem-estar.
    19. Que a pessoa evite todo tipo de consumo de carne, ignorando o que outros possam dizer; esses teóricos que nasceram em famílias carnívoras não entendem nada.
    20. Assim como a ganância é um impedimento para a libertação; da mesma forma, consumir carne, licor etc., também são impedimentos.
    21. Poderá haver uma época em que as pessoas passem a fazer tolas afirmações sobre o consumo de carne, dizendo: “A carne é própria para se comer e permitida pelo Buda”.
    22. “Comer carne é uma medicina”; novamente, lembre que é a carne de uma criança; siga as medidas corretas e seja avesso à carne.
    23. O consumo de carne é proibido por mim em todo lugar e em todos os tempos para aqueles que estão procurando desenvolver a compaixão; aquele que come carne renascerá como um leão, tigre, lobo etc.
    24. Portanto, não coma carne, tal ato causará terror entre as pessoas, pois impede que surja a verdade da libertação; Deixar de comer carne – este é o ensinamento dos Sábios.
Aqui termina o oitavo capítulo, “Sobre o consumo de carne”, do Sutra Lankavatara, a essência do ensinamento de todos os Budas.”

Livro completo: http://www.amentemente.com/Textos/O%20Lankavatara%20Sutra.html
Fonte: http://rodadalei.blogspot.com.br/2012/10/budismo-e-vegetarianismo-tudo-ver.html


La Belle Verte - The Green Beautiful [1996]





segunda-feira, 16 de julho de 2012

Bíblia: Provérbio 15 prato de hortaliça e compaixão



1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

2 A língua dos sábios destila o conhecimento; porém a boca dos tolos derrama a estultícia.

3 Os olhos do Senhor estão em todo lugar, vigiando os maus e os bons.

4 Uma língua suave é árvore de vida; mas a língua perversa quebranta o espírito.

5 O insensato despreza a correção e seu pai; mas o que atende à admoestação prudentemente se haverá.

6 Na casa do justo há um grande tesouro; mas nos lucros do ímpio há perturbação.

7 Os lábios dos sábios difundem conhecimento; mas não o faz o coração dos tolos.

8 O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor; mas a oração dos retos lhe é agradável.

9 O caminho do ímpio é abominável ao Senhor; mas ele ama ao que segue a justiça.

10 Há disciplina severa para o que abandona a vereda; e o que aborrece a repreensão morrerá.

11 O Seol e o Abadom estão abertos perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!

12 O escarnecedor não gosta daquele que o repreende; não irá ter com os sábios.

13 O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate.

14 O coração do inteligente busca o conhecimento; mas a boca dos tolos se apascenta de estultícia.

15 Todos os dias do aflito são maus; mas o coração contente tem um banquete contínuo.

16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro, e com ele a inquietação.

17 Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele o ódio.

18 O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta.

19 O caminho do preguiçoso é como a sebe de espinhos; porém a vereda dos justos é uma estrada real.

20 O filho sábio alegra a seu pai; mas o homem insensato despreza a sua mãe.

21 A estultícia é alegria para o insensato; mas o homem de entendimento anda retamente.

22 Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.

23 O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é!

24 Para o sábio o caminho da vida é para cima, a fim de que ele se desvie do Seol que é em baixo.

25 O Senhor desarraiga a casa dos soberbos, mas estabelece a herança da viúva.

26 Os desígnios dos maus são abominação para o Senhor; mas as palavras dos limpos lhe são aprazíveis.

27 O que se dá à cobiça perturba a sua própria casa; mas o que aborrece a peita viverá.

28 O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.

29 Longe está o Senhor dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.

30 A luz dos olhos alegra o coração, e boas-novas engordam os ossos.

31 O ouvido que escuta a advertência da vida terá a sua morada entre os sábios.

32 Quem rejeita a correção menospreza a sua alma; mas aquele que escuta a advertência adquire entendimento.

33 O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.

Bíblia: Provérbio 23 Não estejas entre os comilões de carne...



1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;

2 e põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite.

3 Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora.

4 Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua própria sabedoria:

5 Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.

6 Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos.

7 Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.

8 Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.

9 Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.

10 Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos,

11 porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti.

12 Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.

13 Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.

14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol.

15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio;

16 e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas.

17 Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia.

18 Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.

19 Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração.

20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.

21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.


22 Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.

23 Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.

24 Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará.

25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz.

26 Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.

27 Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira.

28 Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores.

29 Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?

30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

33 Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.

34 o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

35 E diràs: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.

Bíblia: vegetarianismo (velho testamento)

Ezequiel 4

14 Então disse eu: Ah Senhor Deus! eis que a minha alma não foi contaminada: pois desde a minha mocidade até agora jamais comi do animal que morre de si mesmo, ou que é dilacerado por feras; nem carne abominável entrou na minha boca.

Isaías 7

10 De novo falou o Senhor com Acaz, dizendo:

11 Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o ou em baixo nas profundezas ou em cima nas alturas.

12 Acaz, porém, respondeu: Não o pedirei nem porei à prova o Senhor.

13 Então disse Isaías: Ouvi agora, ó casa de Davi: Pouco vos é afadigardes os homens, que ainda afadigareis também ao meu Deus?

14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.

15 Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem.


Isaías 59


1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir;

2 mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.

3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.


terça-feira, 27 de março de 2012

God and me

Me: God,can i ask you a question?

GOD: Sure

Me: Promise me...you won't get mad

GOD: I promise

Me: Why did you let so much stuff happen to me today?

GOD: What do you mean?

Me: Well, i woke up late

GOD: Yes

Me: My car took forever to start

GOD: Okay

Me: On the way home, my phone went DEAD, just as i picked up a call

GOD: All right

Me: And on top of it all off, when i got home , i just want to soak my feet in new foot massager & relax. But it wouldn't work !!! Nothing went right today ! Why did you do that?

GOD: Let me see, the death angel was at your bed this morning ,i had to send one of my angels to battle him for your life. I let you sleep through that

Me: OH

GOD: I didn't let your car start because there was a drunk driver on your route that would have hit you if you were on the road.

Me: (ashamed)

GOD: Your phone went dead bcuz the person that was calling was going to give false witness about what you said on that call, I didn't even let you talk to them so you would be covered.

Me: I see God

GOD: Oh and that foot massager, it had a shortage that was going to throw out all of the power in your house tonight. I didn't think you wanted to be in the dark.

Me: I'm Sorry God

GOD: Don't be sorry, just learn to Trust Me...in All things , the Good & the bad.

Me: I will trust you

GOD: And don't doubt that My plan for your day is Always Better than your plan.

Me: I won't ,God...let me just tell you , Thank you for Everything today.

GOD: You're welcome son . It was just another day being your God and I Love looking after My Children..


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A LEOA QUE NÃO QUERIA COMER CARNE

São todos os leões carnívoros ferozes que precisam comer carne para sobreviver? Aparentemente não!

A revista australiana "Creation ex-nihilo"  vol. 22, nº 2, de março-maio de 2000 publicou um artigo de David Catchpoole com o título acima, que não só apresenta um caso, real, inteiramente incomum, como também aponta para o cumprimento de profecias que falam da restauração de nosso planeta às condições originais, com o leão e o cordeiro pacificamente pastando juntos!


No começo deste século, uma leoa africana, nascida e crescida nos Estados Unidos, viveu todos os nove anos de sua vida sem jamais comer carne (1). De fato, seus donos, Georges e Margaret Westbean (2), preocupados com publicações de cunho científico advertindo que os animais carnívoros não poderiam viver sem comer carne, tentaram de todos os modos induzir o seu incomum animal de estimação (ao qual deram o nome de "Little Tyke") a desenvolver o apetite pela carne. Chegaram até a anunciar uma recompensa em dinheiro para quem conseguisse elaborar uma ração contendo carne, que a leoa aceitasse. O curador de um jardim zoológico de Nova York aconselhou que o casal Westbean pusesse algumas gotas de sangue na mamadeira de Little Tyke para ajudá-la a se acostumar, mas a leoa, ainda pequena, recusou sequer tocá-la, mesmo quando somente uma única gota de sangue tivesse sido introduzida.
Os mais famosos especialistas em animais, dentre os numerosos visitantes da fazenda Hidden Valley, de 40 hectares, dos Westbeans, também deram vários conselhos, mas nenhum deles funcionou. Nesse meio-tempo, Little Tyke continuava a passar extremamente bem, com sua dieta de cereais em grão,
cozidos, ovos e leite. Aos quatro anos de idade, a leoa, já adulta, pesava 160 quilos.
Como escreve Georges Westbean, foi um jovem visitante à fazenda do Hidden Valley que finalmente despertou a sua mente quanto à resposta da questão de como induzir Little Tyke a comer carne (o que se achava ser essencial para a sobrevivência dos carnívoros): 'Ele voltou seu olhar para mim, seriamente, e perguntou: Você não lê a sua Bíblia? Admiti que não a lia tanto quanto provavelmente deveria. Então continuou ele: Leia Gênesis 1:30, e Você encontrará a resposta. Na primeira oportunidade, peguei minha Bíblia e procurei a passagem que ele havia indicado. Para minha total surpresa, li estas palavras: "E a todo animal na terra, e a toda ave no céu, e a tudo que rasteja sobre a terra, em que existe vida, dei-lhes a erva verde para alimento (em Inglês meat, que também
significa carne); e assim foi."
Os donos de Little Tyke, embora aparentemente não sendo cristãos, aceitaram tanto o que leram, que não mais se preocuparam com a recusa da leoa a comer carne, e passaram a procurar aprimorar a sua "dieta vegetariana" (3), com novos cereais a serem incorporados ao alimento dela. Numerosos cereais foram moídos e misturados ainda secos, então cozidos e adicionados ao leite e aos ovos. A leoa passou a alimentar-se com essa ração todas as manhãs e as tardes, e às vezes ao meio-dia também. Para a saúde de suas gengivas e dentes - pois ela recusava todos os oferecimentos de ossos para roer - foram-lhe dadas pesadas botas de borracha para mastigar, que duravam em geral cerca de três semanas. Com essa dieta, a leoa não só sobreviveu, mas manteve-se em excelente estado. Um dos 'mais capazes curadores de jardins zoológicos' dos Estados Unidos teria dito que ela era o melhor espécime de sua espécie, que jamais houvera visto.
Além de Little Tyke, os Westbans criavam também outras espécies de animais em sua fazenda. Um grande número de visitantes em Hidden Valley foi motivado pela perspectiva de ver o leão vivendo com o cordeiro, em situação semelhante à da profecia de Isaías 11:6. Ver a leoa vivendo placidamente em companhia de ovelhas, vacas e aves domésticas, causava profunda impressão em
muitos visitantes.
Filmes na televisão (4) e fotografias de Little Tyke na imprensa também impressionaram muitas pessoas, como uma que escreveu: Nada me fez mais contente do que a sua fotografia do leão e do cordeiro. Ela me ajudou a crer na Bíblia.
À luz deste caso de Little Tyke, e de outros relatos de animais carnívoros sobrevivendo com base em dietas vegetarianas (5), certamente é mais fácil reportar-se ao relato de Gênesis relativo aos animais vivendo exclusivamente em regime vegetariano anteriormente à queda (6).
A observação feita por Georges Westbean de que para manter bem o seu estômago, Little Tyke passava cerca de uma hora comendo o suculento capim dos pastos, e também uma vívida lembrança das profecias de Isaías 11:7 e 65:25: "... o leão comerá palha como o boi."
Referências e Notas
  1. Westbean, G., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, IL, USA, 1986. (Informações retiradas das páginas 3-6, 17, 32-35, 59-60, 113-114).
  2. A leoa havia sido dada para os Westbeans como uma cria severamente machucada, pelo Zoológico que abrigava sua mãe. A mãe havia matado todas as suas crias de seus quatro partos anteriores, imediatamente após ter dado à luz. Desta vez, porém, os funcionários do Zoológico ficaram de sobreaviso, prontos para resgatar a cria no momento do parto. Foram bem sucedidos no resgate, mas não antes das poderosas mandíbulas da mãe rapidamente terem ferido a perna frontal direita de Little Tyke.
  3. Muitas pessoas incluem ovos não galados nas atuais dietas vegetarianas, pois isso não envolveria a morte de animais. Embora possa parecer improvável que ovos (ou leite para animais adultos) fizessem parte da dieta anterior à queda, o ponto a ser destacado aqui é que os leões não necessitam de carne para a sobrevivência. É provável que muitas plantas hoje extintas constituíssem fontes bastante ricas de proteínas no reino vegetal anterior à queda e ao dilúvio.
  4. Lamentavelmente, enquanto estava em Hollywood para a filmagem de um programa de televisão para uma cadeia nacional, Little Tyke contraiu pneumonia, e morreu algumas semanas depois.
  5. Quando morei na Indonésia, na década de 1980, várias famílias me contaram que nunca haviam dado carne aos seus cães de estimação, embora fosse possível que ossos estivessem contidos nas rações que lhes davam. Outros relatos sugerem ser essa uma prática comum naquele país.
  6. A Bíblia não nos dá detalhes de como a mudança de dieta vegetariana para carnívora ocorreu após a queda. Uma possibilidade seria ter havido um replanejamento divino. Mesmo que os leões hoje não necessitem comer carne para sobreviver, isso não invalidaria o relato de Gênesis. Para uma discussão mais completa do tema, ver o livro The Answer Book publicado por Answers in Genesis (editora da revista Creation ex-nihilo")


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Para baixar o livro: http://animalliberationfront.com/Saints/Authors/Stories/Little-Tyke-small.pdf


Versão em inglês:
Revista: http://creation.com/the-lion-that-wouldnt-eat-meat
http://articlesofhealth.blogspot.com/2007/08/lion-who-would-not-eat-meat.html