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domingo, 6 de setembro de 2015

SUTRA DOS VOTOS ORIGINAIS DO BODHISATTVA KSITIGARBHA

CAPÍTULO I – MANIFESTAÇÃO DE PODERES EXTRAORDINÁRIOS NO PALÁCIO DO CÉU TRAYASTRIMSA



Assim eu ouvi: Uma vez o Buda subiu ao Céu Trayastrimsa para ensinar o Dharma a sua mãe. Neste momento havia um indescritível número de Budas, como também grandes Bodhisattvas e Mahasattvas de infinitos mundos provenientes das Dez Direções: todos estavam reunidos para louvar as habilidades do Buda Shakyamuni, para manifestar a indescritível Grande Sabedoria e o poder sobrenatural no Nefasto Mundo das Cinco Corrupções, como também a habilidade de harmonizar e conquistar os seres viventes obstinados, para que possam conhecer os dharmas do sofrimento e da felicidade. Cada um destes Grandes Seres enviou seus assistentes para saudar o Lokayestha. Neste momento, o Tathagata sorriu e emitiu centenas de milhares de milhões de grandes nuvens de luzes, tais como: a Nuvem da Grande Luminosidade Perfeita, a Nuvem da Grande Compaixão, a Nuvem da Grande Sabedoria, a Nuvem da Grande Prajna, a Nuvem do Grande Samadhi, a Auspiciosa Grande Nuvem, a Nuvem da Grande Benção, a Nuvem do Grande Mérito, a Nuvem do Grande Refúgio e a Nuvem do Grande Louvor. Após haver emitido ainda mais indescritíveis nuvens de luz, o Buda também emitiu uma grande quantidade de maravilhosos sons sutis, tais como: o Som Danaparamita, o Som Silaparamita, o Som Kshantiparamita, o Som Viryaparamita, o Som Dhyanaparamita, o Som Prajnaparamita. O Som da Grande Compaixão, o Som do Jubiloso Dar, o Som da Libertação, o Som do Não-Apego, o Som da Sabedoria, o Som da Grande Sabedoria, o Som do Rugido do Leão, o Som do Rugido do Grande Leão, o Som das Nuvens de Trovão e o Som das Grandes Nuvens de Trovão. Após haver emitido esses indescritíveis sons, deuses, dragões, fantasmas e espíritos do Mundo Saha e outros reinos, se reuniram no Palácio do Céu Trayastrimsa. Vindos de lugares tais como: Céus dos Quatro Reis, Céu de Trayastrimsa, Céu Suyama, Céu Tusita, Céu de Transformação de Felicidade, Céu de Conforto Obtido Através da Transformação da Felicidade dos Outros. Do Céu de Multidões de Brahma, do Céu dos Ministros de Brahma, do Céu de Grande Brahma, do Céu de Luz Menor, do Céu de Luz Ilimitada, do Céu de Luz e Som, do Céu de Pureza Menor, do Céu de Pureza Ilimitada, do Céu de Pureza Universal. Do Céu de Nascimento das Bênçãos, do Céu das Bênçãos do Amor, do Céu do Fruto Abundante, do Céu do Não-pensamento, do Céu da Não-aflição, do Céu do Não-calor, do Céu das Boas Visões, do Céu das Boas Manifestações, do Céu da Forma Suprema, do Céu de Mahesvara e seguindo assim até o Céu do Lugar do Pensamento e do Não-Pensamento. Os deuses, dragões, fantasmas e espíritos se reuniram. A eles reuniram-se ainda: espíritos do mar, espíritos dos rios, espíritos dos riachos, espíritos das árvores, espíritos das montanhas, espíritos da terra, espíritos dos arroios e pântanos, espíritos dos brotos e das sementes, espíritos do dia, espíritos da noite, espíritos do espaço, espíritos do céu, espíritos da comida e da bebida, espíritos dos pastos e das madeiras e outros espíritos similares como os do Mundo Saha e outros mundos reunidos em assembléia. Além de todos os reis fantasmas do Mundo Saha e outros mundos, reunidos em assembléia estavam outros tais como: o Rei Fantasma do Olhar Perverso, o Rei Fantasma Vampiro, o Rei Fantasma que Chupa a Energia Vital, o Rei Fantasma que Chupa a Energia das Placentas, o Rei Fantasma que Espalha Doenças, o Rei Fantasma que Remove Venenos, o Rei Fantasma do Coração Bondoso, o Rei Fantasma das Bênçãos e Ganhos, o Rei Fantasma do Grande Amor, o Rei Fantasma do Grande Respeito além de outros. Neste momento o Buda Shakyamuni disse ao Bodhisattva Manjusri, Príncipe do Dharma: “Ao observar estes Budas, Bodhisattvas, deuses, dragões, fantasmas e espíritos deste e de outros mundos, que estão reunidos aqui no Céu Trayastrimsa, você pode calcular seu número?” Manjusri disse a Buda: “Lokayestha, ainda que pudesse contá-los e reconhecê-los com meus poderes espirituais durante milhares de kalpas, não seria capaz de calculá-lo”. Buda disse a Manjusri: “Ao observá-los com minha visão de Buda, seu número é interminável. Através de muitos kalpas todos estos seres tem atravessado, tem sido atravessados, estão sendo atravessados, serão atravessados, tem sido conduzidos à realização, estão sendo conduzidos à realização ou serão conduzidos à realização pelo Bodhisattva Ksitigarbha”. Manjusri disse a Buda: “Lokayestha, através de muitos kalpas cultivei boas raizes e atingi a Total Sabedoria sem restrições. Quando ouço a palavra de Buda, aceito-a imediatamente e com fé. Os que Escutam o Som (Shravakas), que ainda possuam escassos logros, deuses, dragões e os demais da Óctupla Divisão, como assim também outros seres viventes que no futuro possam escutar as sinceras e verdadeiras palavras do Tathagata, possivelmente sentirão dúvidas e embora possam receber os ensinamentos da maneira mais respeitosa, não poderão evitar caluniá-los. Lokayestha, por favor, queira explicar-nos qual foi a conduta do Bodhisattva Mahasattva Ksitigarbha enquanto ele esteve na Etapa da Causalidade e conta a respeito dos Votos que ele fez para realizar tal inconcebível tarefa”. Buda disse a Manjusri: “Fazendo uma comparação, é como se todos os pastos, árvores, bosques, cânhamos, bambus, canas, montanhas, rochas e partículas de pó no sistema do mundo de um milhão de mundos fossem enumerados e cada um convertido em um rio Ganges, enquanto que dentro de cada rio Ganges cada grão de areia se transformasse em um mundo, e dentro desse mundo cada partícula de pó fosse um kalpa, enquanto que dentro desses kalpas as partículas de pó se acumulassem e por sua vez se transformassem em mais kalpas. Aumente esse tempo mil vezes e você saberá quanto tempo o Bodhisattva Ksitigarbha permaneceu no Décimo Estágio. Muito maior foi sua permanência nos estágios de Quem Escuta o Som e no estágio de Pratyekabudha. O espírito temerosamente respeitado e os Votos deste Bodhisattva estão além de nossa compreensão. Se no futuro bons homens e boas mulheres escutarem o nome deste Bodhisattva e o louvarem, venerarem, fazendo-lhe oferendas; ou se desenharem, esculpirem ou pintarem sua imagem, estes nascerão cem vezes no Céu dos Trinta e Três e nunca mais cairão nos Caminhos Nefastos. “Manjusri: uma quantidade indescritível de kalpas atrás, no mundo e na época do Buda chamado Tathagata Leão de Grande Velocidade nas Dez Mil Práticas, o Bodhisattva Ksitigarbha era filho de um sábio ancião”. Vendo o Buda adornado de mil bênçãos, o filho do sábio ancião perguntou quais práticas e Votos lhe permitiam conseguir tal aparência. O Tathagata disse: ‘Se você deseja conseguir um corpo perfeito, ao longo dos kalpas deverá libertar os seres viventes que estão passando por sofrimentos’. “Então Manjusri, Ksitigarbha o filho do sábio ancião, fez este Voto: ‘Eu agora através de incomensuráveis kalpas até os confins do futuro vou estabelecer muitos recursos convenientes pelo bem dos seres que sofrem e dos criminais nos Seis Caminhos. Quando todos tiverem sido libertados, eu mesmo me aperfeiçoarei no caminho de Buda”. “Desde o tempo em que fez este Voto na presença daquele Buda até o presente, uma indescritível quantidade de nayutas de kalpas se passou e ele continua sendo um Bodhisattva. Além disso, há impensáveis asamkhyeya kalpas havia um Buda chamado Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada. A vida deste Buda foi de quatrocentos milhões de asamkhyeya kalpas”. “Durante a Era da Aparência do Dharma, havia uma mulher brâmane que tinha muitos méritos acumulados em vidas passadas e era respeitada por todos. Quando caminhava, ficava em pé, estava sentada ou deitada, sempre era rodeada e protegida por deuses. Sua mãe, porém, tinha crenças impróprias e frequentemente, desdenhava a Tríplice Jóia. Aquela sábia mulher elaborou muitos planos hábeis para induzir sua mãe a adquirir a visão correta, porém a mãe não acreditava nela totalmente. Não se passou muito tempo para que a vida de sua mãe terminasse e seu espírito caísse no inferno ininterrupto”. “Sabendo que quando sua mãe estava no mundo não tinha acreditado na lei de causa e efeito, a mulher brâmane deu-se conta de que, de acordo com seu karma, sua mãe renasceria nos estados de desgraça. Então ela vendeu a casa da família, comprou incenso, flores e outros elementos e fez uma grande oferenda no templo de Buda. Quando viu a imponente e majestosa imagem do Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada, ela sentiu um respeito duplamente maior. Enquanto a mulher brâmane contemplava a venerável imagem, ela pensava: ‘Os Budas também são chamados Aqueles Grandiosamente Iluminados, Completos, com Total Sabedoria. Se o Buda estivesse neste mundo e eu pudesse perguntar-lhe, Ele seguramente me diria para onde foi minha mãe depois de morta’. “A mulher brâmane chorou por um longo tempo com a sua cabeça abaixada e seu olhar fixo no Tathagatha. De repente uma voz se ouviu no espaço, dizendo: ‘Oh mulher sagrada que chora, não fique tão triste, eu mostrarei para onde foi sua mãe’. A mulher brâmane juntou as palmas e perguntou: “Que divindade é esta que vem aliviar minhas preocupações? Desde o dia em que perdi minha mãe até agora eu a tenho mantido na minha memória, dia e noite, mas não tenho encontrado nenhum lugar em que eu possa perguntar sobre a região do seu renascimento’. “Uma voz foi ouvida respondendo assim para a sagrada mulher: ‘Eu sou Aquele a quem você venera e adora o passado Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada. Como vi que sua preocupação com sua mãe é muito maior do que a dos seres viventes comuns, agora vou mostrar-lhe o lugar de seu renascimento’. “Quando escutou esta voz, a mulher brâmane saltou repentinamente e caiu, ferindo-se gravemente. Aqueles que estavam perto dela ajudaram-na, e após ter sido revivida por algum tempo, ela falou ao espaço e disse: ‘Por favor, tenha piedade de mim e diga-me depressa o lugar de renascimento de minha mãe, pois minha própria morte está próxima’. “O Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada disse à santa mulher: ‘Após haver completado suas oferendas, volte para casa depressa. Sente-se ereta, pensando em meu nome, e saberá com certeza o lugar de renascimento de sua mãe’. Quando a mulher brâmane terminou de adorar o Buda, ela voltou para casa, pensando em sua mãe, sentou-se ereta, invocando o Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada”. “Após um dia e uma noite, ela se viu repentinamente à beira de um mar. As águas ferviam e borbulhavam. Muitos monstros horríveis com corpos de metal voavam sobre o mar em todas as direções. Ela viu centenas de milhares de milhões de homens e mulheres sofrendo e afundando na água, sendo feridos e devorados pelos monstros. Ela também contemplou yakshas, cada uma com uma forma diferente, algumas com muitas mãos, muitos olhos, muitas pernas, muitas cabeças. De suas bocas saíam dentes afiados em forma de espadas. Algumas yakshas capturavam os delinqüentes e torciam suas cabeças e seus pés. Um número enorme de formas horripilantes, que ninguém se atrevia a contemplar”. “Durante este tempo a mulher brâmane manteve-se calma e sem medo, graças ao poder proveniente do pensamento no Buda. Um Rei Fantasma chamado O Sem Veneno fez uma reverência, aproximou-se da mulher santa e disse: “Muito bem, Bodhisattva, por que veio até aqui?” “A mulher brâmane perguntou ao Rei fantasma: ‘Que lugar é este? ’ “O Sem Veneno respondeu: ‘Este é o primeiro mar do lado ocidental da Grande Montanha do Anel de Aço’. “A santa mulher perguntou: ‘Ouvi dizer que o inferno se encontra dentro do anel de aço. É este o lugar? ’ “O Sem Veneno respondeu: ‘O inferno é aqui mesmo’. “A santa mulher perguntou: ‘Como foi que eu vim parar no inferno? ’ “O Sem Veneno respondeu: ‘Ninguém pode vir até aqui, a menos que tenha um espírito prodigioso ou o karma requerido’. “A santa mulher perguntou: ‘Por que está fervendo a água e por que há tantos criminosos e monstros perversos? ’” “O Sem Veneno respondeu: ‘Estes são seres de Jambudvipa mortos há pouco tempo que durante quarenta e nove dias não tiveram parentes para realizar ações meritórias em seu favor e resgatá-los das dificuldades; durante suas vidas não semearam nenhuma causa nobre. De acordo com os atos de cada um deles surgem os infernos e eles devem passar por este mar. Dez mil yojanas a leste deste mar encontra-se outro mar, com o dobro dos sofrimentos deste. A leste deste outro mar há mais outro mar, onde os sofrimentos são duplicados novamente. O que as causas perversas combinadas dos três veículos kármicos evocam é chamado Mar do Karma. Este é o lugar’. “A santa mulher perguntou novamente ao Rei Fantasma Sem Veneno: ‘Onde fica o inferno? ’ “O Sem Veneno respondeu: ‘Dentro dos três mares há centenas de milhares de grandes infernos, cada um diferente do outro. Conhecidos como grandes infernos, há dezoito. Em seguida há quinhentos, com ilimitados e cruéis sofrimentos. Além deles, há mais de cem mil com sofrimentos sem limites’. “A santa mulher novamente falou ao Rei Fantasma: ‘Minha mãe morreu recentemente e eu não sei que caminho ela tomou’. “O Rei Fantasma perguntou à santa mulher: ‘Bodhisattva, quando sua mãe estava com vida, quais eram seus atos habituais? ’ A santa mulher respondeu: ‘Minha mãe tinha idéias erradas, insultava a Tripla Jóia. Às vezes acreditava, mas não por muito tempo. Morreu há poucos dias, mas não sei onde renasceu’. “O Sem Veneno perguntou: ‘Bodhisattva, qual era o nome de sua mãe? ’ “A santa mulher respondeu: ‘Meu pai e minha mãe eram brâmanes, meu pai se chamava Shan Chien e minha mãe se chamava Yueh Ti Li’. “O Sem Veneno uniu as mãos e disse à Bodhisattva: ‘Por favor, ser sagrado, volte a seu lugar de origem. Não fique preocupada ou triste. Yueh Ti Li, a mulher com karma pesado, nasceu nos céus três dias atrás. Dizem que teve êxito graças a uma filha que fez oferendas e cultivou méritos em seu nome no templo do Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada. Não somente a mãe do Bodhisattva foi aliviada do inferno, mas como resultado de tais méritos, outros detratores que mereciam ininterrupta punição também receberam a felicidade e renasceram’. O Rei Fantasma terminou de falar e retrocedeu respeitosamente. A mulher brâmane voltou a si como se despertasse de um sonho. Entendeu o que tinha acontecido e realizou no templo um profundo Voto diante da imagem do Tathagata Rei Auto-sufuciente do Samadhi da Flor iluminada, dizendo: ‘Eu faço Votos de estabelecer muitos recursos adequados para ajudar os seres viventes que estão sofrendo por seus crimes. Até o final dos futuros kalpas eu vou fazer com que esses seres obtenham a libertação’. “Buda disse a Manjusri: ‘O Rei Fantasma Sem Veneno é o atual Bodhisattva regente da abundância. A mulher brâmane é agora o Bodhisattva Ksitigarbha’”.

source:http://www.dharmatranslation.org/pdf/SutraKsitigarbha_portugues.pdf

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Lankavatara Sutra - vegetarianismo



Todo o capítulo oitavo do Lankavatara Sutra, Dharani, é dedicado a expor as razões pelas quais o budista não deve consumir carne. O reproduzimos aqui na íntegra:
“Naquela época, Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva pediu ao abençoado por mais explicação: Fale-me Abençoado, Tathagata, Iluminado, sobre o mérito e vício relativo à questão de comer carne; para que deste modo eu e outros bodhisattvas do presente e do futuro possamos ensinar o Dharma a fim de fazer com que os seres abandonem seu ávido apego por carne, seres que sob a influência da energia do hábito relativo às existências carnívoras anseiam intensamente por comidas de carne. Esses comedores de carne, ao abandonarem esse desejo, irão buscar o Dharma e considerar todos os seres com amor, como se fossem seus filhos, e terão grande júbilo e compaixão pelos seres. Desenvolvendo compaixão eles irão colocar a si mesmos, com disciplina, nos estágios para a senda dos bodhisattvas e se tornarão despertos em grande iluminação.
Abençoado, mesmo aqueles filósofos que mantêm idéias errôneas e estão apegados às visões do Lokayata tais como o dualismo da existência e não-existência, o niilismo e o idealismo, mesmo eles irão proibir o consumo de carne e irão eles mesmos pararem de consumir. Ó Grande Instrutor, aquele que promove a misericórdia é um ser iluminado; não há nada de ruim em impedir o consumo de carne, não só para si mesmo, mas para os outros também. Sim, deixe que O Abençoado, cujo coração está preenchido com amor pelo mundo todo, que considera todos os seres como seus filhos e que possui grande compaixão em conformidade com seus sentimentos bondosos, ensine-nos sobre o mérito e vício relativo ao consumo de carne, de modo que eu e outros bodhisttavas possamos ensinar o Dharma.
O Iluminado respondeu: “Escute então, Mahamati, e reflita bem; Eu lhe direi.”
 “Certamente, ó Iluminado.” Respondeu Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva. E pôs-se a ouvir.
O Iluminado disse então a ele: Por inúmeras razões, Mahamati, o Bodhisattva, cuja natureza é compaixão, não deve comer nenhuma carne; Explicarei: Mahamati, nessa longa jornada de renascimentos, não há um ser que, tendo assumido a forma de um ser vivo, não tenha sido sua mãe, pai, irmão, irmã, filho ou filha, ou outro dos laços que unem; ao renascer poderão adquirir a forma de animais, selvagens ou domésticos; assim sendo, como pode um Bodhisattva-Mahasattva, que tenciona aproximar-se de todos os seres como se fossem ele mesmo e praticar as verdades ensinadas pelo Buda, comer a carne de seres vivos que possuem a mesma natureza que ele mesmo? Mahamati, mesmo o Rakshasa que ouve os discursos do Tathagata sobre a elevada essência do Dharma alcança a percepção da necessidade de proteger o Dharma e ter compaixão; até mesmo ele evita o consumo de carne. Então Mahamati, onde quer que haja evolução de seres vivos, que as pessoas divulguem com alegria o sentimento de equanimidade, e pensem que todos os seres vivos devem ser amados como filhos únicos, que todos deixem de comer carne! A carne de um cachorro, jumento, búfalo, cavalo, homem ou qualquer outro ser, não é para ser comida. O Bodhisattva, portanto, não deve comer carne.
Pelo amor à pureza, Mahamati, o Bodhisattva deve evitar a carne, que nasce através de sêmen e sangue etc. Por receio de causar sofrimento a outros seres, Mahamati, o Bodhisattva, que se dedica a atingir elevada compaixão, não deve comer carne. Para ilustrar: quando um cão vê à distância um caçador, cujo desejo é comer carne, ele se apavora e pensa “eles são assassinos, irão me matar”. Da mesma maneira, Mahamati, até mesmo os animais que vivem nos céus, na terra e na água, ao verem comedores de carne à distância, perceberão nos caçadores, por seu aguçado olfato, o desejo por carne, e fugirão de tais pessoas o mais rápido que puderem; pois tais pessoas são para os animais a ameaça de morte. Por esta razão, Mahamati, que o Bodhisattva que se dedica ao caminho da iluminação, que busca ater-se à grande compaixão, deixa de comer carne, para não aterrorizar os seres vivos. Mahamati, a carne, morta por pessoas sem sabedoria, está cheia de um odor fétido e consumi-la traz má reputação, o que faz com que pessoas sábias se afastem; O Bodhisattva não come carne. A comida dos sábios, Mahamati, é a mesma dos Rishis. Não consiste de carne e sangue. Portanto, Mahamati, o Bodhisattva não come carne.
A fim de proteger a mente de todas as pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é pura e santa e que não deseja que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne. Pois, Mahamati, há pessoas que falam mal do ensinamento do Buda, elas dizem: “Porque aqueles que dizem estar vivendo a vida de um Sramana ou um Brâmane rejeitam a comida consumida pelos Rishis e, como animais carnívoros vagam pelo mundo aterrorizando as criaturas, ignorando a vida que deve ser levada pelo Sramana e destruindo os votos do Brâmane? Não há nenhum Dharma em suas mentes, nenhuma disciplina.” Há muitas pessoas que por essa causa tornam-se mentalmente desfavoráveis aos ensinamentos do Buda. Por esta razão, Mahamati, a fim de proteger a mente das pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é cheia de misericórdia e que deseja evitar que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne.
Mahamati, o odor fétido emitido por um cadáver é ofensivo. Que o Bodhisattva abstenha-se de carne. Quando carne é queimada, seja de um homem morto ou de outra criatura, não há distinção entre o odor. Qualquer tipo de carne, quando queimada, emite um odor igualmente nocivo. Portanto, Mahamati, que o Bodhisattva, que deseja a pureza em sua prática, abstenha-se totalmente do consumo de carne.
Mahamati, quando filhas da boa linhagem, desejando exercitarem-se em várias disciplinas, tais como o desenvolvimento de um coração compassivo, o domínio de fórmulas mágicas, ou o conhecimento mágico perfeito, ou, ao engajarem-se em uma peregrinação pela senda Mahayana, retiram-se para lugares isolados, demônios se aproximarão delas se ainda comerem carne. Se, sentadas em poltronas ou assentos dedicados à prática, serão impedidas de desenvolver siddhis ou alcançar a libertação por causa do consumo de carne.
Até mesmo a visão de formas objetivas faz com que surja o desejo de provar seu sabor, que o Bodhisttava, cheio de piedade e considerando todos os seres como seus filhos, abstenha-se de carne completamente. Reconhecendo que sua boca tem cheiro extremamente fétido, mesmo estando vivo, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se totalmente de comer carne.
O comedor de carne dorme mal e acorda perturbado. Ele sonha com acontecimentos terríveis. Ele vive sozinho em uma cabana vazia; seu espírito é perseguido por demônios. Freqüentemente ele é abatido pelo medo, ele treme, sem saber o por quê. Não há regularidade em sua dieta e ele nunca está satisfeito. Em seu comer, ele nunca sabe o que é o gosto próprio dos alimentos, a digestão e a nutrição. Suas vísceras estão entupidas com vermes e outras criaturas impuras por causa da carne. Ele já não se sente tão avesso a doenças. Se eu ensino que consideremos a comida com se estivéssemos comendo nossos próprios filhos ou tomando drogas, como poderia eu permitir que meus discípulos, Mahamati, alimentassem-se de carne e sangue, que são gratificantes aos tolos mas abomináveis aos sábios, que trazem muito mal e afastam muitos méritos; que não são oferecidas aos Rishis e são inadequadas?
Agora, Mahamati, a comida que eu permito que meus discípulos consumam agrada aos sábios e é evitada pelos ignorantes; mantém a maldade afastada e é prescrita pelos antigos Rishis. Consiste de arroz, cevada, trigo, feijões, lentilha, óleos, mel, melado, frutas etc.; comida preparada com estes ingredientes é a boa comida. Mahamati, pode haver pessoas irracionais no futuro que irão discriminar e estabelecer novas regras de disciplina ética e que, sob a influência da energia de hábito pertencente às raças carnívoras, irão avidamente desejar o gosto da carne: não é para tais pessoas que a alimentação acima foi sugerida. Mahamati, esta é a comida que eu indico para os Bodhisattvas-Mahasattvas, que se dedicaram aos Budas, que germinaram sementes de bondade e têm confiança. Aqueles que são todos da família do Sakyamuni, filhos e filhas de boas famílias, que não têm apego ao corpo, à vida, às propriedades, que não cobiçam prazeres, não são gananciosos, que, sendo compassivos, desejam abarcar a todos os seres vivos e consideram a todos como eles mesmos, que têm afeto pelos seres como se fossem seus filhos.
Há muitos males em comer carne Mahamati, numerosos vícios são gerados nas mentes pervertidas daqueles que estão engajados no consumo de carne. Os ignorantes e de mente fraca não estão cientes de tudo isso, e dos deméritos ligados ao consumo de carne. Saiba, Mahamati, que conhecendo isto, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se de carne.
Mahamati, se a carne não é consumida por ninguém por razão alguma, então não haverá mais destruição da vida. Na maioria dos casos o extermínio de seres inocentes é feito por motivos de orgulho e raramente por outras causas. Nada de bom pode ser dito sobre comer a carne de seres sencientes, e alguém contaminado pelo ávido desejo de carne pode chegar ao ponto de comer carne humana! Mahamati, na maioria dos casos, armadilhas e outros dispositivos são colocadas em vários locais por pessoas que perderam a noção de seu apego pelo gosto da carne, e, assim, muitas vítimas inocentes são destruídas por causa do valor atribuído a elas. Há até mesmo aqueles, Mahamati, que são como Rakshasas de coração duro, e que costumam praticar crueldades. Aqueles que, sendo completamente sem compaixão, pensarão nos seres vivos como sendo destinados ao consumo e destruição – nenhuma compaixão surgirá nesses.
Não é verdade que a carne é comida aceitável e permissível para o Sravaka quando a vítima não foi morta por este, quando este não pediu a outros que a matassem e quando não era especialmente destinada a ele. Novamente, Mahamati, haverá pessoas inconseqüentes no futuro que se engajando no caminho ensinadas por mim e conhecidas como filhos de Sakya, pessoas que vestirão o manto Kashaya como um emblema, mas que serão em pensamento terrivelmente afetadas pelo klesha das noções errôneas. Eles falarão sobre suas várias práticas de disciplina, apegados à visão de uma alma pessoal. Sob a influência do desejo pelo sabor da carne criarão argumentos sofistas para defender o consumo de carne. Pensarão que estarão permitindo que eu seja caluniado quando falam de fatos possíveis de interpretar de várias formas. Imaginando que este fato em particular seja possível interpretar, eles concluirão que o Iluminado permite o consumo de carne, e que esta é mencionada entre os alimentos permitidos e que provavelmente o próprio Tathagata o consumiu. Mas, Mahamati, em lugar algum nos sutras o consumo de carne é permitido, nem referido como sendo próprio entre os alimentos sugeridos aos seguidores do Buda.
Se eu tivesse, Mahamati, uma mente que permitisse o consumo de carne, se eu dissesse que ela é própria para os Sravakas, eu não teria proibido o consumo de carne para estes iogues, filhos e filhas da boa linhagem. Desejando compartilhar a idéia de que todos os seres vivos são para eles como um filho único, esses iogues são compassivos, praticam a contemplação e uma vida ascética, eles seguem o caminho do Mahayana. Mahamati, este ensinamento de que não se deve comer carne é aqui dado a todos os filhos e filhas da boa linhagem, sejam eles ascetas das florestas ou iogues que praticam os exercícios, se eles desejam o Dharma e estão trilhando o caminho. Possuindo compaixão, consideram todos os seres como filhos, assim atingem a meta de sua disciplina.
Nos textos canônicos o processo de disciplina é desenvolvido em seqüência ordenada, como uma escada em que se sobe passo a passo, degrau por degrau, cada um unido ao outro de maneira regular e metódica. Há uma proibição quanto à carne encontrada em animais já mortos. No presente sutra qualquer forma de consumo de carne, de qualquer maneira e em qualquer lugar, é incondicionalmente e uma vez por todas, proibida a todos. Assim, Mahamati, eu não permito que ninguém coma carne, nem permitirei. Alimentar-se de carne, Mahamati, é impróprio para monges. Poderá haver alguns, Mahamati, que dirão que o Tathagata consumiu carne, eles o farão achando que isso irá caluniá-lo. Pessoas ignorantes como essas serão amaldiçoadas por seu próprio carma impeditivo, e cairão nas regiões onde longas noites se passam sem ganho nem alegria. Mahamati, os nobres Sravakas não consomem a comida das pessoas comuns, muito menos a comida que vem da carne e do sangue, que é de todo imprópria. Mahamati, o alimento próprio para meus Sravakas, Pratyekabuddhas e Bodhisattvas é o Dharma, e não a carne. O Tathagata é o Dharmakaya, Mahamati; ele se atém ao Dharma como alimento; seu corpo não é um corpo que se alimentou de carne; ele não suporta nenhum alimento cárneo. Ele já se expurgou da energia-hábito de sede e desejo que mantém preso à existência; ele mantém a má energia-hábito das paixões afastada; ele é totalmente emancipado em mente e sabedoria; ele é aquele que tudo sabe, que tudo vê; ele considera a todos os seres com imparcialidade e como seus filhos; ele é um grande coração compassivo. Mahamati, considerando que todos os seres são como um filho único, como posso eu permitir que os Sravakas comam a carne de seus próprios filhos? Muito menos eu o faria! Afirmar que eu permiti que os Sravakas, assim como eu mesmo, tomassem parte no hábito de comer carne, Mahamati, é algo totalmente sem fundamento.
É dito:
    1. Licor, carne e cebola devem ser evitados pelos Bodhisattvas-Mahasattvas e por aqueles que são heróis da vitória.
    2. A carne não agrada aos sábios: possui um odor fétido e nauseante, causa má reputação, é comida para os carnívoros; Digo-lhe Mahamati, não deve ser consumida.
    3. Àqueles que consomem carne há efeitos ruins, àqueles que não a consomem, méritos; Mahamati, você deve saber que os comedores de carne trazem para si mau carma.
    4. Que o iogue deixe de comer carne, já que a carne também cresce nele e o ato de comê-la é uma transgressão, já que a carne é produzida por sêmen e sangue e o ato de matar os animais aterroriza os seres.
    5. Que o iogue sempre deixe de comer carne, cebola e os vários tipos de licor e alho.
    6. Não unte seu corpo com óleo de gergelim; não durma em uma cama cheia de espinhos; os seres que vivem em cavidades e fora delas ficarão terrivelmente assustados.
    7. Do comer carne surge arrogância, da arrogância surge uma noção errônea, e dela a ganância; por esta razão deixe de comer carne.
    8. Da imaginação surge a ganância, e com a ganância a mente fica estupefata; surge apego à estupefação e assim não há libertação do nascimento e morte.
    9. Por causa de lucro seres sencientes são destruídos, pela carne é dado dinheiro, isto é uma ação errônea e a ação irá maturar nos infernos.
    10. Aquele que come carne, ignorando as palavras do Muni, tem uma mente maldosa; ele é apontado nos ensinamentos do Sakya como o destruidor do bem-estar dos dois mundos.
    11. Esses causadores de mal irão para os mais terríveis infernos; comedores de carne serão jogados em horríveis infernos, tais como o Raurava etc..
    12. Não há carne que possa ser considerada pura, seja ela não premeditada, não pedida e não impelida. Portanto, deixe de comer carne.
    13. Que o iogue não coma carne, é proibido por mim assim como pelos Budas; Seres que se alimentam uns dos outros renascerão entre os animais carnívoros.
    14. Aquele que come carne cheira mal, é desdenhoso e privado de inteligência; ele nascerá novamente e novamente nas famílias de Candala, Pukkasa e Domba.
    16. O consumo de carne é rejeitado por mim em sutras como o Hastikakshya, o Mahamegha, o Nirvana, o Anglimalika e este, o Lankavatara.
    17. O consumo de carne é condenado pelos Budas, Bodhisattvas e Sravakas; se alguém devora a carne sem sentir-se envergonhado, para sempre esta pessoa será insensata.
    18. Aquele que evita a carne etc., nascerá, por causa disso, na família dos Brâmanes, dos Iogues, dotado com conhecimento e bem-estar.
    19. Que a pessoa evite todo tipo de consumo de carne, ignorando o que outros possam dizer; esses teóricos que nasceram em famílias carnívoras não entendem nada.
    20. Assim como a ganância é um impedimento para a libertação; da mesma forma, consumir carne, licor etc., também são impedimentos.
    21. Poderá haver uma época em que as pessoas passem a fazer tolas afirmações sobre o consumo de carne, dizendo: “A carne é própria para se comer e permitida pelo Buda”.
    22. “Comer carne é uma medicina”; novamente, lembre que é a carne de uma criança; siga as medidas corretas e seja avesso à carne.
    23. O consumo de carne é proibido por mim em todo lugar e em todos os tempos para aqueles que estão procurando desenvolver a compaixão; aquele que come carne renascerá como um leão, tigre, lobo etc.
    24. Portanto, não coma carne, tal ato causará terror entre as pessoas, pois impede que surja a verdade da libertação; Deixar de comer carne – este é o ensinamento dos Sábios.
Aqui termina o oitavo capítulo, “Sobre o consumo de carne”, do Sutra Lankavatara, a essência do ensinamento de todos os Budas.”

Livro completo: http://www.amentemente.com/Textos/O%20Lankavatara%20Sutra.html
Fonte: http://rodadalei.blogspot.com.br/2012/10/budismo-e-vegetarianismo-tudo-ver.html


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Sexto Patriarca




tradição budhista
por É TUDO VAZIO

Havia, há muito tempo, na China, um homem sábio e santo chamado de O Quinto Patriarca. Um dia, o Quinto Patriarca, vendo que era o momento de escolher aquele que seria o Sexto Patriarca, pediu para que seus discípulos escrevessem um poema com o objetivo de avaliar o nível de iluminação de cada um. Aquele que passasse no teste seria o Sexto Patriarca. Então um monge escreveu na parede do corredor o seguinte verso:




O corpo é uma árvore bodh onde há um espelho que é nossa mente.
Devemos sempre polir o espelho para a poeira nele não se assentar.

Ao lerem isso os monges ficaram exaltados pois achavam que quem compôs o poema seria o Sexto Patriarca e começaram a recitar o poema considerando-o santo. Entretanto, vendo aquilo, o Quinto Patriarca disse para o monge que compôs os versos que ele ainda não tinha compreendido a verdade.

Havia no mosteiro um jovem leigo, analfabeto, que trabalhava na cozinha e tendo também escutado o poema, desejou compor outro. Então, pediu para que um monge escrevesse os versos ao lado do primeiro. Dizia o seguinte, o poema do monge analfabeto:

Não há árvore bodh, não há nenhum espelho.
Se não há espelho onde poderia a poeira se assentar ?

Ele se tornou o Sexto Patriarca. Hui-nen

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mundos de Existência II - O Reino da Esfera Sensual (kama-loka)


Mundos de Existencia I

3. O Reino da Esfera Sensual (kama-loka)

Mundo bondoso  (sugati)

3.1.Devas que exercem poder sobre a criação de outros (paranimmita-vasavatti deva)

3.2.Devas que se deliciam com a criação (nimmanarati deva) : These devas delight in the sense objects of their own creation.

3.3.Tusita deva : Um reino do puro prazer e alegria, onde um dia corresponde 400 anos aqui na Terra, um ano tem 12 meses, cada mês tem 30 dias. Os seres deste mundo são 3.000 pés (910 m) de altura e vivem por 4000 anos, equivaleria 576 milhões anos (tradição Sarvastivada). A altura deste mundo é de 320 yojanas acima da Terra. Este mundo é mais conhecido por ser o mundo em que um Bodhisattva vive antes de renascer no mundo dos humanos. Até alguns milhares de anos atrás, o Bodhisattva deste mundo foi Svataketu (Pāli: Setaketu), que renasceu como Sidarta, e se tornou o Buda Sakyamuni. Desde então, o Bodhisattva foi Natha (ou Nāthadeva),o próximo Buda que virá a Terra,  que irá renascer como Ajita e vai se tornar o Buda Maitreya (Pāli Metteyya), na época que ele vier, aqui será um mundo pacífico



Neste mundo é dividido em área interna e área externa. A área interna é onde Bodhisattva habita e é difícil de entrar.

Motivo do nascimento neste reino : as 10 bondades

3.4.Yama deva : Esses devas vivem no espaço, fora do sistema solar, pois eles mesmo conseguem criar a luz, estão livre de todas as dificuldades. 

Motivo do nascimento neste reino : cultivar a virtude e a sabedoria

3.5.Devas do Trinta e Três (tavatimsa deva): Trayastrimsa está localizada no pico de Sumeru, a montanha central do mundo, a uma altura de 80.000 yojanas (a altura, por vezes equiparado a cerca de 40 mil pés), a área total do céu é de 80.000 yojanas quadrados. Este céu é, portanto, comparável ao Olimpo grego, em alguns aspectos.


obs: Yojana (sânscrito: योजन) é uma medida védica de distância utilizada na Índia antiga. A medida exata é disputada entre os estudiosos com as distâncias a ser dada entre 6 e 15 quilômetros (4-9 milhas).







Buddha pregando Abhidhamma(Verdade) em Tavatimsa


De acordo com Vasubandhu, habitantes de Trayastrimsa são cada meio de altura Krosa (cerca de 1500 pés) e viver por 1000 anos, dos quais a cada dia é equivalente a 100 anos de nosso mundo: isto é, para um total de 36 milhões de nossos anos.


Trayastrimsa está fisicamente ligado ao mundo através de Sumeru, ao contrário do céu acima dela, os deuses Trayastrimsa são incapazes de evitar ser preso em assuntos mundanos. Em particular, eles freqüentemente encontram-se em brigas com os Asuras, semi-divino seres que eram há muito tempo expulsos Trayastrimsa, no início do reinado de Sakra presente e que agora habitam ao pé do Sumeru, tramando maneiras de recuperar seu reino perdido.

3.6. Devas dos quatro grandes reis (catumaharajika deva) : Casa da gandhabbas, os músicos celestiais, e os yakkhas, espíritos das árvores de diferentes graus de pureza ética. Estes últimos são análogos aos goblins, trolls e fadas dos contos de fadas ocidentais.

Quando termina a vida nestes reinos, os espíritos podem novamente voltar a reencarnar no mundo.
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Seres humanos (manussa loka) : Renascimento como um ser humano é extremamente raro . Também é extremamente precioso. Com o seu equilíbrio único de felicidade e dor, facilita o desenvolvimento da virtude e da sabedoria para o grau necessário para livrar-se de todo o ciclo de renascimentos.

Estados de Privação (apaya)

 Titãs (asura) : Os demônios - "titãs" - Os seus habitantes ali nasceram em resultado de ações positivas realizadas com um sentimento de inveja e competição e vivem em guerra constante com os deuses.

Motivo do nascimento neste reino : as 10 maldades

Fantasmas famintos (preta) :  o reino de seres que padecem de necessidades sem alívio, sofrimento, remorsos, fome, sede, nudez, miséria, sintomas de doenças, entre outros. Fantasmas e espíritos infelizes vagueiam sem esperança sobre esse reino, procurando em vão para o cumprimento sensual.



Motivo do nascimento neste reino : as 10 maldades ,Falta de virtude, apego a visões errôneas


 Animais (tiracchana yoni) um espaço de divisão com os humanos, é considerado como outra vida;
Este reino inclui todas as formas não-humanas de vida que são visíveis para nós em circunstâncias normais: animais, insetos, peixes, aves, worms, etc




Motivo do nascimento neste reino : Falta de virtude, apego dos pontos de vista errado. Se alguém é generoso para os monges e monjas, no entanto, pode renascer como um "ornamentada" animal (ou seja, um pássaro de plumagem brilhante, um cavalo com marcações atraente, etc;

 Infernos (niraya ou Naraka) :  aqueles que vivem em um dos muitos infernos. Estes são reinos de sofrimento inimaginável e angústia (descrito em detalhes gráficos no MN 129 e 130). Não deve ser confundido com o inferno eterno proposto por outras religiões, pois uma vez aqui é - como é em todos os domínios - temporária.




Motivo do nascimento neste reino : as 10 maldades. Falta de virtude, apego a visões errôneas. Assassinar seus pais, um arahant, ferindo o Buda, ou criar um cisma na Sangha, Ser briguento e chato para os outros.

Mundos de Existência I - O Reino Imaterial e da Matéria Sutil


De acordo com Buda Sakyamuni, os seres que não compreendem a Verdade, e apenas dedicam-se em teorias vazias, irão perder-se e renascer nestes mundos.  A existência em cada um desses planos é temporária e passado o tempo de vida ocorre o renascimento em algum outro mundo, ou seja, não há um paraíso ou inferno eternos. Os seres renascem em cada um dos mundos de acordo com o fruto de karma em particular que amadurece no momento da morte. 
Os mundos em geral são agrupados em três reinos, relacionados em ordem descendente de pureza:

* O Reino Imaterial (ou sem forma) (arupa-loka) - 4 planos

* O Reino da Matéria Sutil (ou com forma)(rupa-loka) - 18 planos

* O Reino da Esfera Sensual (kama-loka)- 6 planos 




Obs. Devas é originalmente um conceito hindu, como um termo que designa no hinduismo algo como "criatura celeste" ou "espírito".

1 O Reino Imaterial (ou sem forma)(arupa-loka) - 4 planos

Os habitantes deste reino possuem consciências, porém sem forma.
São incapazes de escutar o dharma, pois estão apegados no Vazio.

1.1 Devas da nem percepção, nem não percepção (nevasaññanasaññayatanupaga deva)

1.2 Devas do nada (akiñcaññayatanupaga deva)

1.3 Devas da consciência infinita (viññanañcayatanupaga deva)

1.4 Devas do espaço infinito (akasanañcayatanupaga deva)

2. O Reino da Matéria Sutil (ou com forma)(rupa-loka) - 18 planos


Os seres neste mundo não tem desejo. 

2.1 Akanittha deva - nível inferior deste plano.

2.2 Sudassi deva (Sudarśana)

2.3 Sudassa deva (Sudṛśa)

Os três níveis acima são livres de preocupações.

2.4 Atappa deva

2.5 Aviha deva : Entre seus habitantes é Brahma Sahampati, que pedir para o Buddha passar o Dharma ao mundo.

2.6 Asaññasatta deva

2.7 Devas do grande fruto (vehapphala deva)

2.8 Puṇyaprasava deva - nascimento feliz.

2.9 Anabhraka deva  - sem núvem. 

2.10 Devas da glória refulgente (subhakinna deva) 

2.11 Devas da glória imensurável (anasubha deva)

2.12 Devas da glória limitada (asubha deva) : Seres nesses planos desfrutar de vários graus de felicidade jhana.

2.13 Devas que emanam radiância (abhassara deva)

2.14 Devas da radiância imensurável (appamanabha deva)

2.15 Devas da radiância limitada (parittabha deva)

2.16 Grandes Brahmas (maha brahma)

2.17 Ministros de Brahma (brahma-purohita deva): Um dos habitantes mais famosos deste reino é o Grande Brahma, uma divindade, cuja ilusão leva-o a considerar-se como o todo-poderoso, criador que tudo vê do universo

2.18 Cortejo de Brahma (brahma-parisajja deva) : Seres nesses planos desfrutar de vários graus de felicidade jhana. - Plano superior

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vegetarianism in Buddhism



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Life ia as dear to a mute creature as it is to a man. Just as one wants happiness and fears just as one wants to live and to die, so do other creatures. – Dalai Lama XIV

-       The eating of meat extinguishes the seed of great Compassion. – Buddha.

-       See all living beings as your father or mother, and love them as if you were their child. – Atisha.

-       Even if we cannot be completely nonviolent, by being vegetarian we are going in the direction of nonviolence. – Thich Nhat hanh

-       One who kill´own life will be shortened, one who harms will be injured even more. – Nagarjuna

-       If a person does not harm any living being… and does not kill or cause others to kill – that person is a true a spiritual practitioner. – Buddha

-       Being a vegetarian makes it easier for us to increase our loving kindness and compassion – Thich Thanh Tu

-       I do not see any reason why animals shuld be slaughterd to serve as human diet when there are so many substitutes. After all, man can live without meat. – Dalai Lama XIV

-       Whether you look at it from the general point of view or the specific point of view, it is very important not to eat meat. – Karmapa XVII

-       For fear of causing terror to living beings…let the Bodhisattva who is disciplining himself to attain Compassion refrain from eating flesh. – Buddha

-       If on the one hand, we chant the mantra and on the other hand, we eat the meat of another sentient being, then our words and actions do not tally with one another – Drubwang Rinpoche

-       I am determined not to kill, not to let others kill, and not to support any act of killing in the world, in my thinking, and my way of life. – Thich Nhat Hanh

-       In order to satisfy one human stomach, so many lives are taken away. We must promote vegetarianism. It is extremely important. – Dalai Lama XIV

-       In every country in the world, killing human beings is condemned. The Buddhist precpt of non-killing extends even further, to include all living beings. – Thich Nhat Hanh