CAPÍTULO I – MANIFESTAÇÃO DE PODERES
EXTRAORDINÁRIOS NO PALÁCIO DO CÉU TRAYASTRIMSA
Assim eu ouvi:
Uma vez o Buda subiu ao Céu Trayastrimsa para ensinar o Dharma a sua
mãe. Neste momento havia um indescritível número de Budas, como também
grandes Bodhisattvas e Mahasattvas de infinitos mundos provenientes das Dez
Direções: todos estavam reunidos para louvar as habilidades do Buda
Shakyamuni, para manifestar a indescritível Grande Sabedoria e o poder
sobrenatural no Nefasto Mundo das Cinco Corrupções, como também a habilidade
de harmonizar e conquistar os seres viventes obstinados, para que possam
conhecer os dharmas do sofrimento e da felicidade. Cada um destes Grandes
Seres enviou seus assistentes para saudar o Lokayestha.
Neste momento, o Tathagata sorriu e emitiu centenas de milhares de
milhões de grandes nuvens de luzes, tais como: a Nuvem da Grande
Luminosidade Perfeita, a Nuvem da Grande Compaixão, a Nuvem da Grande
Sabedoria, a Nuvem da Grande Prajna, a Nuvem do Grande Samadhi, a
Auspiciosa Grande Nuvem, a Nuvem da Grande Benção, a Nuvem do Grande
Mérito, a Nuvem do Grande Refúgio e a Nuvem do Grande Louvor.
Após haver emitido ainda mais indescritíveis nuvens de luz, o Buda também
emitiu uma grande quantidade de maravilhosos sons sutis, tais como: o Som
Danaparamita, o Som Silaparamita, o Som Kshantiparamita, o Som Viryaparamita,
o Som Dhyanaparamita, o Som Prajnaparamita.
O Som da Grande Compaixão, o Som do Jubiloso Dar, o Som da
Libertação, o Som do Não-Apego, o Som da Sabedoria, o Som da Grande
Sabedoria, o Som do Rugido do Leão, o Som do Rugido do Grande Leão, o Som
das Nuvens de Trovão e o Som das Grandes Nuvens de Trovão.
Após haver emitido esses indescritíveis sons, deuses, dragões, fantasmas e
espíritos do Mundo Saha e outros reinos, se reuniram no Palácio do Céu
Trayastrimsa. Vindos de lugares tais como: Céus dos Quatro Reis, Céu de
Trayastrimsa, Céu Suyama, Céu Tusita, Céu de Transformação de Felicidade,
Céu de Conforto Obtido Através da Transformação da Felicidade dos Outros.
Do Céu de Multidões de Brahma, do Céu dos Ministros de Brahma, do Céu
de Grande Brahma, do Céu de Luz Menor, do Céu de Luz Ilimitada, do Céu de Luz
e Som, do Céu de Pureza Menor, do Céu de Pureza Ilimitada, do Céu de Pureza
Universal.
Do Céu de Nascimento das Bênçãos, do Céu das Bênçãos do Amor, do
Céu do Fruto Abundante, do Céu do Não-pensamento, do Céu da Não-aflição, do
Céu do Não-calor, do Céu das Boas Visões, do Céu das Boas Manifestações, do
Céu da Forma Suprema, do Céu de Mahesvara e seguindo assim até o Céu do
Lugar do Pensamento e do Não-Pensamento. Os deuses, dragões, fantasmas e
espíritos se reuniram.
A eles reuniram-se ainda: espíritos do mar, espíritos dos rios, espíritos dos
riachos, espíritos das árvores, espíritos das montanhas, espíritos da terra,
espíritos dos arroios e pântanos, espíritos dos brotos e das sementes, espíritos do
dia, espíritos da noite, espíritos do espaço, espíritos do céu, espíritos da comida e
da bebida, espíritos dos pastos e das madeiras e outros espíritos similares como
os do Mundo Saha e outros mundos reunidos em assembléia.
Além de todos os reis fantasmas do Mundo Saha e outros mundos,
reunidos em assembléia estavam outros tais como: o Rei Fantasma do Olhar
Perverso, o Rei Fantasma Vampiro, o Rei Fantasma que Chupa a Energia Vital, o
Rei Fantasma que Chupa a Energia das Placentas, o Rei Fantasma que Espalha
Doenças, o Rei Fantasma que Remove Venenos, o Rei Fantasma do Coração
Bondoso, o Rei Fantasma das Bênçãos e Ganhos, o Rei Fantasma do Grande
Amor, o Rei Fantasma do Grande Respeito além de outros.
Neste momento o Buda Shakyamuni disse ao Bodhisattva Manjusri,
Príncipe do Dharma: “Ao observar estes Budas, Bodhisattvas, deuses, dragões,
fantasmas e espíritos deste e de outros mundos, que estão reunidos aqui no Céu
Trayastrimsa, você pode calcular seu número?”
Manjusri disse a Buda: “Lokayestha, ainda que pudesse contá-los e
reconhecê-los com meus poderes espirituais durante milhares de kalpas, não seria
capaz de calculá-lo”.
Buda disse a Manjusri: “Ao observá-los com minha visão de Buda, seu número é
interminável. Através de muitos kalpas todos estos seres tem atravessado, tem
sido atravessados, estão sendo atravessados, serão atravessados, tem sido
conduzidos à realização, estão sendo conduzidos à realização ou serão
conduzidos à realização pelo Bodhisattva Ksitigarbha”.
Manjusri disse a Buda: “Lokayestha, através de muitos kalpas cultivei boas
raizes e atingi a Total Sabedoria sem restrições. Quando ouço a palavra de Buda,
aceito-a imediatamente e com fé. Os que Escutam o Som (Shravakas), que ainda
possuam escassos logros, deuses, dragões e os demais da Óctupla Divisão, como
assim também outros seres viventes que no futuro possam escutar as sinceras e
verdadeiras palavras do Tathagata, possivelmente sentirão dúvidas e embora
possam receber os ensinamentos da maneira mais respeitosa, não poderão evitar
caluniá-los. Lokayestha, por favor, queira explicar-nos qual foi a conduta do
Bodhisattva Mahasattva Ksitigarbha enquanto ele esteve na Etapa da Causalidade
e conta a respeito dos Votos que ele fez para realizar tal inconcebível tarefa”.
Buda disse a Manjusri: “Fazendo uma comparação, é como se todos os
pastos, árvores, bosques, cânhamos, bambus, canas, montanhas, rochas e
partículas de pó no sistema do mundo de um milhão de mundos fossem
enumerados e cada um convertido em um rio Ganges, enquanto que dentro de
cada rio Ganges cada grão de areia se transformasse em um mundo, e dentro
desse mundo cada partícula de pó fosse um kalpa, enquanto que dentro desses
kalpas as partículas de pó se acumulassem e por sua vez se transformassem em
mais kalpas. Aumente esse tempo mil vezes e você saberá quanto tempo o
Bodhisattva Ksitigarbha permaneceu no Décimo Estágio. Muito maior foi sua
permanência nos estágios de Quem Escuta o Som e no estágio de Pratyekabudha.
O espírito temerosamente respeitado e os Votos deste Bodhisattva estão além de
nossa compreensão. Se no futuro bons homens e boas mulheres escutarem o
nome deste Bodhisattva e o louvarem, venerarem, fazendo-lhe oferendas; ou se
desenharem, esculpirem ou pintarem sua imagem, estes nascerão cem vezes no
Céu dos Trinta e Três e nunca mais cairão nos Caminhos Nefastos.
“Manjusri: uma quantidade indescritível de kalpas atrás, no mundo e na
época do Buda chamado Tathagata Leão de Grande Velocidade nas Dez Mil
Práticas, o Bodhisattva Ksitigarbha era filho de um sábio ancião”. Vendo o Buda
adornado de mil bênçãos, o filho do sábio ancião perguntou quais práticas e Votos
lhe permitiam conseguir tal aparência. O Tathagata disse: ‘Se você deseja
conseguir um corpo perfeito, ao longo dos kalpas deverá libertar os seres viventes
que estão passando por sofrimentos’.
“Então Manjusri, Ksitigarbha o filho do sábio ancião, fez este Voto: ‘Eu
agora através de incomensuráveis kalpas até os confins do futuro vou estabelecer
muitos recursos convenientes pelo bem dos seres que sofrem e dos criminais nos
Seis Caminhos. Quando todos tiverem sido libertados, eu mesmo me aperfeiçoarei
no caminho de Buda”.
“Desde o tempo em que fez este Voto na presença daquele Buda até o
presente, uma indescritível quantidade de nayutas de kalpas se passou e ele
continua sendo um Bodhisattva. Além disso, há impensáveis asamkhyeya kalpas
havia um Buda chamado Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor
Iluminada. A vida deste Buda foi de quatrocentos milhões de asamkhyeya kalpas”.
“Durante a Era da Aparência do Dharma, havia uma mulher brâmane que tinha
muitos méritos acumulados em vidas passadas e era respeitada por todos.
Quando caminhava, ficava em pé, estava sentada ou deitada, sempre era rodeada
e protegida por deuses. Sua mãe, porém, tinha crenças impróprias e
frequentemente, desdenhava a Tríplice Jóia. Aquela sábia mulher elaborou muitos
planos hábeis para induzir sua mãe a adquirir a visão correta, porém a mãe não
acreditava nela totalmente. Não se passou muito tempo para que a vida de sua
mãe terminasse e seu espírito caísse no inferno ininterrupto”.
“Sabendo que quando sua mãe estava no mundo não tinha acreditado na
lei de causa e efeito, a mulher brâmane deu-se conta de que, de acordo com seu
karma, sua mãe renasceria nos estados de desgraça. Então ela vendeu a casa da
família, comprou incenso, flores e outros elementos e fez uma grande oferenda no
templo de Buda. Quando viu a imponente e majestosa imagem do Tathagata Rei
Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada, ela sentiu um respeito duplamente
maior. Enquanto a mulher brâmane contemplava a venerável imagem, ela
pensava: ‘Os Budas também são chamados Aqueles Grandiosamente Iluminados,
Completos, com Total Sabedoria. Se o Buda estivesse neste mundo e eu pudesse
perguntar-lhe, Ele seguramente me diria para onde foi minha mãe depois de
morta’.
“A mulher brâmane chorou por um longo tempo com a sua cabeça abaixada
e seu olhar fixo no Tathagatha. De repente uma voz se ouviu no espaço, dizendo:
‘Oh mulher sagrada que chora, não fique tão triste, eu mostrarei para onde foi sua
mãe’. A mulher brâmane juntou as palmas e perguntou: “Que divindade é esta que
vem aliviar minhas preocupações? Desde o dia em que perdi minha mãe até
agora eu a tenho mantido na minha memória, dia e noite, mas não tenho
encontrado nenhum lugar em que eu possa perguntar sobre a região do seu
renascimento’.
“Uma voz foi ouvida respondendo assim para a sagrada mulher: ‘Eu sou
Aquele a quem você venera e adora o passado Tathagata Rei Auto-suficiente do
Samadhi da Flor Iluminada. Como vi que sua preocupação com sua mãe é muito
maior do que a dos seres viventes comuns, agora vou mostrar-lhe o lugar de seu
renascimento’.
“Quando escutou esta voz, a mulher brâmane saltou repentinamente e caiu,
ferindo-se gravemente. Aqueles que estavam perto dela ajudaram-na, e após ter
sido revivida por algum tempo, ela falou ao espaço e disse: ‘Por favor, tenha
piedade de mim e diga-me depressa o lugar de renascimento de minha mãe, pois
minha própria morte está próxima’.
“O Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada disse à
santa mulher: ‘Após haver completado suas oferendas, volte para casa depressa.
Sente-se ereta, pensando em meu nome, e saberá com certeza o lugar de
renascimento de sua mãe’. Quando a mulher brâmane terminou de adorar o Buda,
ela voltou para casa, pensando em sua mãe, sentou-se ereta, invocando o
Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada”.
“Após um dia e uma noite, ela se viu repentinamente à beira de um mar. As
águas ferviam e borbulhavam. Muitos monstros horríveis com corpos de metal
voavam sobre o mar em todas as direções. Ela viu centenas de milhares de
milhões de homens e mulheres sofrendo e afundando na água, sendo feridos e
devorados pelos monstros. Ela também contemplou yakshas, cada uma com uma
forma diferente, algumas com muitas mãos, muitos olhos, muitas pernas, muitas
cabeças. De suas bocas saíam dentes afiados em forma de espadas. Algumas
yakshas capturavam os delinqüentes e torciam suas cabeças e seus pés. Um
número enorme de formas horripilantes, que ninguém se atrevia a contemplar”.
“Durante este tempo a mulher brâmane manteve-se calma e sem medo,
graças ao poder proveniente do pensamento no Buda. Um Rei Fantasma
chamado O Sem Veneno fez uma reverência, aproximou-se da mulher santa e
disse: “Muito bem, Bodhisattva, por que veio até aqui?”
“A mulher brâmane perguntou ao Rei fantasma: ‘Que lugar é este? ’
“O Sem Veneno respondeu: ‘Este é o primeiro mar do lado ocidental da
Grande Montanha do Anel de Aço’.
“A santa mulher perguntou: ‘Ouvi dizer que o inferno se encontra dentro do
anel de aço. É este o lugar? ’
“O Sem Veneno respondeu: ‘O inferno é aqui mesmo’.
“A santa mulher perguntou: ‘Como foi que eu vim parar no inferno? ’
“O Sem Veneno respondeu: ‘Ninguém pode vir até aqui, a menos que tenha
um espírito prodigioso ou o karma requerido’.
“A santa mulher perguntou: ‘Por que está fervendo a água e por que há
tantos criminosos e monstros perversos? ’”
“O Sem Veneno respondeu: ‘Estes são seres de Jambudvipa mortos há
pouco tempo que durante quarenta e nove dias não tiveram parentes para realizar
ações meritórias em seu favor e resgatá-los das dificuldades; durante suas vidas
não semearam nenhuma causa nobre. De acordo com os atos de cada um deles
surgem os infernos e eles devem passar por este mar. Dez mil yojanas a leste
deste mar encontra-se outro mar, com o dobro dos sofrimentos deste. A leste
deste outro mar há mais outro mar, onde os sofrimentos são duplicados
novamente. O que as causas perversas combinadas dos três veículos kármicos
evocam é chamado Mar do Karma. Este é o lugar’.
“A santa mulher perguntou novamente ao Rei Fantasma Sem Veneno:
‘Onde fica o inferno? ’
“O Sem Veneno respondeu: ‘Dentro dos três mares há centenas de
milhares de grandes infernos, cada um diferente do outro. Conhecidos como
grandes infernos, há dezoito. Em seguida há quinhentos, com ilimitados e cruéis
sofrimentos. Além deles, há mais de cem mil com sofrimentos sem limites’.
“A santa mulher novamente falou ao Rei Fantasma: ‘Minha mãe morreu
recentemente e eu não sei que caminho ela tomou’.
“O Rei Fantasma perguntou à santa mulher: ‘Bodhisattva, quando sua mãe
estava com vida, quais eram seus atos habituais? ’
A santa mulher respondeu: ‘Minha mãe tinha idéias erradas, insultava a
Tripla Jóia. Às vezes acreditava, mas não por muito tempo. Morreu há poucos dias,
mas não sei onde renasceu’.
“O Sem Veneno perguntou: ‘Bodhisattva, qual era o nome de sua mãe? ’
“A santa mulher respondeu: ‘Meu pai e minha mãe eram brâmanes, meu pai
se chamava Shan Chien e minha mãe se chamava Yueh Ti Li’.
“O Sem Veneno uniu as mãos e disse à Bodhisattva: ‘Por favor, ser sagrado,
volte a seu lugar de origem. Não fique preocupada ou triste. Yueh Ti Li, a mulher
com karma pesado, nasceu nos céus três dias atrás. Dizem que teve êxito graças
a uma filha que fez oferendas e cultivou méritos em seu nome no templo do
Tathagata Rei Auto-suficiente do Samadhi da Flor Iluminada. Não somente a mãe
do Bodhisattva foi aliviada do inferno, mas como resultado de tais méritos, outros
detratores que mereciam ininterrupta punição também receberam a felicidade e
renasceram’.
O Rei Fantasma terminou de falar e retrocedeu respeitosamente.
A mulher brâmane voltou a si como se despertasse de um sonho. Entendeu
o que tinha acontecido e realizou no templo um profundo Voto diante da imagem
do Tathagata Rei Auto-sufuciente do Samadhi da Flor iluminada, dizendo: ‘Eu faço
Votos de estabelecer muitos recursos adequados para ajudar os seres viventes
que estão sofrendo por seus crimes. Até o final dos futuros kalpas eu vou fazer
com que esses seres obtenham a libertação’.
“Buda disse a Manjusri: ‘O Rei Fantasma Sem Veneno é o atual
Bodhisattva regente da abundância. A mulher brâmane é agora o Bodhisattva
Ksitigarbha’”.
source:http://www.dharmatranslation.org/pdf/SutraKsitigarbha_portugues.pdf
domingo, 6 de setembro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Receitas para um útero saudável.
Antes de cozinhar, lá vai algumas dicas:
1. Use sempre panelas de barro para fazer arroz, cozinhar legumes ou fazer sopa. Além de ser mais saboroso, é mais saudável. De acordo com o livro, as pessoas que utilizam a panela de barro para preparar a comida, sente uma melhora na circulação sanguínea e consequentemente, um corpo aquecido.
2. Troque sal refinado por sal marinho. Este último apresenta grande quantidade de minerais que podem aquecer o corpo.
BENEFÍCIOS DO SAL MARINHO
- Fornece a energia aos músculos
- Ajuda a combater as carências provocadas por uma má alimentação
- Diminui a acidez gástrica
- Estimula a circulação sanguínea, respiratória, sistema nervoso, rins e vias urinárias
- Bastam 3 a 4 semanas de consumo para remineralizar o organismo, enriquecimento extraordinário de cálcio, magnésio, fluor, etc.
- É antialérgico
- Estimula a cura de feridas, alivia a psoríase
- Combate o bócio
- Mantém o equilíbrio da tiróide
- Regula o excesso de sódio e potássio
3. Não use açúcar refinado, substituindo-o pelo açúcar mascavo ou açúcar demerado
Receitas:
Sopa/canja de abóbora
Ingredientes:
1/4 de abóbora
1 tigela de arroz integral
1/2 de cenoura
1/4 de repolho
1 colher de sopa de óleo de gergelim
1 colher de chá de sal
pimenta do reino a gosto
1 ou 2 colher de sopa de shoyo ou missô
10cm de alga kombu (onde comprar)
Modo de preparo:
1. Deixe alga kombu de molho por 2 horas e use-o para fazer caldo
2. Pique repolho e corte cenoura em tiras. Corte abóbora em cubos e tempera com um pouco de sal.
3. Pegue a panela de barro e coloque óleo de gergelim, ao aquecer, coloque os legumes na sequencia. Dica: ao colocar um tipo de legume, coloque uma pitada de sal, isso faz com que o legume fique mais saboroso.
4. Acrescente caldo de kombu, cozinhe no fogo médio, até que os legumes estejam bem cozidos. No final acrescente arroz integral cozido e kombu que havia deixado de molho.
5. Se quiser comer canja, pode acrescentar outros temperos do seu gosto e servir. Caso prefira sopa, espere esfriar e depois bata no liquidificador.
6. Após liquidificador, aquece novamente na panela de barro e tempere com sal e pimenta do reino. Pode acrescentar também shoyo ou missô.
Feijão vermelho com abóbora
Ingredientes:
1 copo de feijão vermelho
3 copo de água
1/2 de abóbora
1 colher de chá de sal
shoyu a gosto
Modo de preparo:
1. Lave bem feijão vermelho e coloque 3 copos de água para cozinhar. Se faltar água, pode acrescentar de acordo com a necessidade.
2. Corte abóbora em pedaços e salpique.
3. Quando feijão comece ficar mole, acrescente abóbora cortada e coloque a tampa. Cozinhe por mais 20 minutos.
4. Quando feijão e abóbora tiverem cozidos, tempere com sal e shoyu a gosto.
Fonte: Health law to warm the uterus
domingo, 6 de outubro de 2013
O rei e suas quatro esposas
Um rei que tinha quatro esposas. Ele amava demais a quarta esposa, e dava a ela jóias, roupas caras, tudo do bom e do melhor.
Mas ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de mostrá-la aos reinados vizinhos.
Mas ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua segunda esposa, que era sua confidente, era amorosa e paciente. Todas as vezes que o rei tinha que enfrentar um problema, confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
Mas ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de mostrá-la aos reinados vizinhos.
Mas ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua segunda esposa, que era sua confidente, era amorosa e paciente. Todas as vezes que o rei tinha que enfrentar um problema, confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A primeira esposa era uma parceira muito fiel e fazia tudo o que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso. Mas o rei não a amava e agia como se nem soubesse de sua existência.
Um dia, o rei ficou muito doente e percebeu que seu fim estava próximo. Então ficou pensando em toda a luxúria da sua vida e concluiu:
Um dia, o rei ficou muito doente e percebeu que seu fim estava próximo. Então ficou pensando em toda a luxúria da sua vida e concluiu:
- É, agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então chamou a quarta esposa e falou:
- E u te amei tanto, querida, te cobri das mais caras roupas e jóias.
Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
A quarta esposa respondeu:
- De jeito nenhum! – disse isso e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta dela cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Então chamou a terceira esposa e falou:
- Eu também te amei muito a vida inteira. Agora que eu estou morrendo,
você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
A terceira esposa respondeu:
- Não!!! A vida é boa demais. Quando você morrer, eu vou é casar de novo!
O coração do rei quase parou de tanta dor que sentiu ao ouvir as palavras da terceira esposa. E chamou a segunda esposa e falou:
- Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia ?
A segunda esposa falou:
- Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que me pede! O máximo que posso fazer é enterrar você !
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Nesse momento, o rei ouviu uma voz que disse:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde for.
O rei levantou os olhos e viu sua primeira esposa, a única que ele não amava, e estava tão magrinha, mal nutrida, sofrida...
Arrependido o rei falou:
- Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
LIÇÃO DE VIDA:
Na verdade, as “ quatro esposas ” nas nossas vidas são:
A quarta esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para manter nosso corpo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos.
A terceira esposa são os nossos bens materiais. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
A segunda esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E a primeira esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego.
Nossa Alma é a única coisa que sempre estará conosco.
Cultive... Fortaleça... Abençoe... Enriqueça... sua Alma, agora!!! É o maior presente que você pode dar ao mundo... e a si mesmo. Deixe a sua alma brilhar!!!
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Lankavatara Sutra - vegetarianismo
Todo o capítulo oitavo do Lankavatara Sutra, Dharani, é dedicado a expor as razões pelas quais o budista não deve consumir carne. O reproduzimos aqui na íntegra:
“Naquela época, Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva pediu ao abençoado por mais explicação: Fale-me Abençoado, Tathagata, Iluminado, sobre o mérito e vício relativo à questão de comer carne; para que deste modo eu e outros bodhisattvas do presente e do futuro possamos ensinar o Dharma a fim de fazer com que os seres abandonem seu ávido apego por carne, seres que sob a influência da energia do hábito relativo às existências carnívoras anseiam intensamente por comidas de carne. Esses comedores de carne, ao abandonarem esse desejo, irão buscar o Dharma e considerar todos os seres com amor, como se fossem seus filhos, e terão grande júbilo e compaixão pelos seres. Desenvolvendo compaixão eles irão colocar a si mesmos, com disciplina, nos estágios para a senda dos bodhisattvas e se tornarão despertos em grande iluminação.
Abençoado, mesmo aqueles filósofos que mantêm idéias errôneas e estão apegados às visões do Lokayata tais como o dualismo da existência e não-existência, o niilismo e o idealismo, mesmo eles irão proibir o consumo de carne e irão eles mesmos pararem de consumir. Ó Grande Instrutor, aquele que promove a misericórdia é um ser iluminado; não há nada de ruim em impedir o consumo de carne, não só para si mesmo, mas para os outros também. Sim, deixe que O Abençoado, cujo coração está preenchido com amor pelo mundo todo, que considera todos os seres como seus filhos e que possui grande compaixão em conformidade com seus sentimentos bondosos, ensine-nos sobre o mérito e vício relativo ao consumo de carne, de modo que eu e outros bodhisttavas possamos ensinar o Dharma.
O Iluminado respondeu: “Escute então, Mahamati, e reflita bem; Eu lhe direi.”
“Certamente, ó Iluminado.” Respondeu Mahamati, o Bodhisattva-Mahasattva. E pôs-se a ouvir.
O Iluminado disse então a ele: Por inúmeras razões, Mahamati, o Bodhisattva, cuja natureza é compaixão, não deve comer nenhuma carne; Explicarei: Mahamati, nessa longa jornada de renascimentos, não há um ser que, tendo assumido a forma de um ser vivo, não tenha sido sua mãe, pai, irmão, irmã, filho ou filha, ou outro dos laços que unem; ao renascer poderão adquirir a forma de animais, selvagens ou domésticos; assim sendo, como pode um Bodhisattva-Mahasattva, que tenciona aproximar-se de todos os seres como se fossem ele mesmo e praticar as verdades ensinadas pelo Buda, comer a carne de seres vivos que possuem a mesma natureza que ele mesmo? Mahamati, mesmo o Rakshasa que ouve os discursos do Tathagata sobre a elevada essência do Dharma alcança a percepção da necessidade de proteger o Dharma e ter compaixão; até mesmo ele evita o consumo de carne. Então Mahamati, onde quer que haja evolução de seres vivos, que as pessoas divulguem com alegria o sentimento de equanimidade, e pensem que todos os seres vivos devem ser amados como filhos únicos, que todos deixem de comer carne! A carne de um cachorro, jumento, búfalo, cavalo, homem ou qualquer outro ser, não é para ser comida. O Bodhisattva, portanto, não deve comer carne.
Pelo amor à pureza, Mahamati, o Bodhisattva deve evitar a carne, que nasce através de sêmen e sangue etc. Por receio de causar sofrimento a outros seres, Mahamati, o Bodhisattva, que se dedica a atingir elevada compaixão, não deve comer carne. Para ilustrar: quando um cão vê à distância um caçador, cujo desejo é comer carne, ele se apavora e pensa “eles são assassinos, irão me matar”. Da mesma maneira, Mahamati, até mesmo os animais que vivem nos céus, na terra e na água, ao verem comedores de carne à distância, perceberão nos caçadores, por seu aguçado olfato, o desejo por carne, e fugirão de tais pessoas o mais rápido que puderem; pois tais pessoas são para os animais a ameaça de morte. Por esta razão, Mahamati, que o Bodhisattva que se dedica ao caminho da iluminação, que busca ater-se à grande compaixão, deixa de comer carne, para não aterrorizar os seres vivos. Mahamati, a carne, morta por pessoas sem sabedoria, está cheia de um odor fétido e consumi-la traz má reputação, o que faz com que pessoas sábias se afastem; O Bodhisattva não come carne. A comida dos sábios, Mahamati, é a mesma dos Rishis. Não consiste de carne e sangue. Portanto, Mahamati, o Bodhisattva não come carne.
A fim de proteger a mente de todas as pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é pura e santa e que não deseja que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne. Pois, Mahamati, há pessoas que falam mal do ensinamento do Buda, elas dizem: “Porque aqueles que dizem estar vivendo a vida de um Sramana ou um Brâmane rejeitam a comida consumida pelos Rishis e, como animais carnívoros vagam pelo mundo aterrorizando as criaturas, ignorando a vida que deve ser levada pelo Sramana e destruindo os votos do Brâmane? Não há nenhum Dharma em suas mentes, nenhuma disciplina.” Há muitas pessoas que por essa causa tornam-se mentalmente desfavoráveis aos ensinamentos do Buda. Por esta razão, Mahamati, a fim de proteger a mente das pessoas, o Bodhisattva, cuja natureza é cheia de misericórdia e que deseja evitar que o ensinamento do Buda seja distorcido, abstém-se de carne.
Mahamati, o odor fétido emitido por um cadáver é ofensivo. Que o Bodhisattva abstenha-se de carne. Quando carne é queimada, seja de um homem morto ou de outra criatura, não há distinção entre o odor. Qualquer tipo de carne, quando queimada, emite um odor igualmente nocivo. Portanto, Mahamati, que o Bodhisattva, que deseja a pureza em sua prática, abstenha-se totalmente do consumo de carne.
Mahamati, quando filhas da boa linhagem, desejando exercitarem-se em várias disciplinas, tais como o desenvolvimento de um coração compassivo, o domínio de fórmulas mágicas, ou o conhecimento mágico perfeito, ou, ao engajarem-se em uma peregrinação pela senda Mahayana, retiram-se para lugares isolados, demônios se aproximarão delas se ainda comerem carne. Se, sentadas em poltronas ou assentos dedicados à prática, serão impedidas de desenvolver siddhis ou alcançar a libertação por causa do consumo de carne.
Até mesmo a visão de formas objetivas faz com que surja o desejo de provar seu sabor, que o Bodhisttava, cheio de piedade e considerando todos os seres como seus filhos, abstenha-se de carne completamente. Reconhecendo que sua boca tem cheiro extremamente fétido, mesmo estando vivo, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se totalmente de comer carne.
O comedor de carne dorme mal e acorda perturbado. Ele sonha com acontecimentos terríveis. Ele vive sozinho em uma cabana vazia; seu espírito é perseguido por demônios. Freqüentemente ele é abatido pelo medo, ele treme, sem saber o por quê. Não há regularidade em sua dieta e ele nunca está satisfeito. Em seu comer, ele nunca sabe o que é o gosto próprio dos alimentos, a digestão e a nutrição. Suas vísceras estão entupidas com vermes e outras criaturas impuras por causa da carne. Ele já não se sente tão avesso a doenças. Se eu ensino que consideremos a comida com se estivéssemos comendo nossos próprios filhos ou tomando drogas, como poderia eu permitir que meus discípulos, Mahamati, alimentassem-se de carne e sangue, que são gratificantes aos tolos mas abomináveis aos sábios, que trazem muito mal e afastam muitos méritos; que não são oferecidas aos Rishis e são inadequadas?
Agora, Mahamati, a comida que eu permito que meus discípulos consumam agrada aos sábios e é evitada pelos ignorantes; mantém a maldade afastada e é prescrita pelos antigos Rishis. Consiste de arroz, cevada, trigo, feijões, lentilha, óleos, mel, melado, frutas etc.; comida preparada com estes ingredientes é a boa comida. Mahamati, pode haver pessoas irracionais no futuro que irão discriminar e estabelecer novas regras de disciplina ética e que, sob a influência da energia de hábito pertencente às raças carnívoras, irão avidamente desejar o gosto da carne: não é para tais pessoas que a alimentação acima foi sugerida. Mahamati, esta é a comida que eu indico para os Bodhisattvas-Mahasattvas, que se dedicaram aos Budas, que germinaram sementes de bondade e têm confiança. Aqueles que são todos da família do Sakyamuni, filhos e filhas de boas famílias, que não têm apego ao corpo, à vida, às propriedades, que não cobiçam prazeres, não são gananciosos, que, sendo compassivos, desejam abarcar a todos os seres vivos e consideram a todos como eles mesmos, que têm afeto pelos seres como se fossem seus filhos.
Há muitos males em comer carne Mahamati, numerosos vícios são gerados nas mentes pervertidas daqueles que estão engajados no consumo de carne. Os ignorantes e de mente fraca não estão cientes de tudo isso, e dos deméritos ligados ao consumo de carne. Saiba, Mahamati, que conhecendo isto, o Bodhisattva, cuja natureza é piedade, abstém-se de carne.
Mahamati, se a carne não é consumida por ninguém por razão alguma, então não haverá mais destruição da vida. Na maioria dos casos o extermínio de seres inocentes é feito por motivos de orgulho e raramente por outras causas. Nada de bom pode ser dito sobre comer a carne de seres sencientes, e alguém contaminado pelo ávido desejo de carne pode chegar ao ponto de comer carne humana! Mahamati, na maioria dos casos, armadilhas e outros dispositivos são colocadas em vários locais por pessoas que perderam a noção de seu apego pelo gosto da carne, e, assim, muitas vítimas inocentes são destruídas por causa do valor atribuído a elas. Há até mesmo aqueles, Mahamati, que são como Rakshasas de coração duro, e que costumam praticar crueldades. Aqueles que, sendo completamente sem compaixão, pensarão nos seres vivos como sendo destinados ao consumo e destruição – nenhuma compaixão surgirá nesses.
Não é verdade que a carne é comida aceitável e permissível para o Sravaka quando a vítima não foi morta por este, quando este não pediu a outros que a matassem e quando não era especialmente destinada a ele. Novamente, Mahamati, haverá pessoas inconseqüentes no futuro que se engajando no caminho ensinadas por mim e conhecidas como filhos de Sakya, pessoas que vestirão o manto Kashaya como um emblema, mas que serão em pensamento terrivelmente afetadas pelo klesha das noções errôneas. Eles falarão sobre suas várias práticas de disciplina, apegados à visão de uma alma pessoal. Sob a influência do desejo pelo sabor da carne criarão argumentos sofistas para defender o consumo de carne. Pensarão que estarão permitindo que eu seja caluniado quando falam de fatos possíveis de interpretar de várias formas. Imaginando que este fato em particular seja possível interpretar, eles concluirão que o Iluminado permite o consumo de carne, e que esta é mencionada entre os alimentos permitidos e que provavelmente o próprio Tathagata o consumiu. Mas, Mahamati, em lugar algum nos sutras o consumo de carne é permitido, nem referido como sendo próprio entre os alimentos sugeridos aos seguidores do Buda.
Se eu tivesse, Mahamati, uma mente que permitisse o consumo de carne, se eu dissesse que ela é própria para os Sravakas, eu não teria proibido o consumo de carne para estes iogues, filhos e filhas da boa linhagem. Desejando compartilhar a idéia de que todos os seres vivos são para eles como um filho único, esses iogues são compassivos, praticam a contemplação e uma vida ascética, eles seguem o caminho do Mahayana. Mahamati, este ensinamento de que não se deve comer carne é aqui dado a todos os filhos e filhas da boa linhagem, sejam eles ascetas das florestas ou iogues que praticam os exercícios, se eles desejam o Dharma e estão trilhando o caminho. Possuindo compaixão, consideram todos os seres como filhos, assim atingem a meta de sua disciplina.
Nos textos canônicos o processo de disciplina é desenvolvido em seqüência ordenada, como uma escada em que se sobe passo a passo, degrau por degrau, cada um unido ao outro de maneira regular e metódica. Há uma proibição quanto à carne encontrada em animais já mortos. No presente sutra qualquer forma de consumo de carne, de qualquer maneira e em qualquer lugar, é incondicionalmente e uma vez por todas, proibida a todos. Assim, Mahamati, eu não permito que ninguém coma carne, nem permitirei. Alimentar-se de carne, Mahamati, é impróprio para monges. Poderá haver alguns, Mahamati, que dirão que o Tathagata consumiu carne, eles o farão achando que isso irá caluniá-lo. Pessoas ignorantes como essas serão amaldiçoadas por seu próprio carma impeditivo, e cairão nas regiões onde longas noites se passam sem ganho nem alegria. Mahamati, os nobres Sravakas não consomem a comida das pessoas comuns, muito menos a comida que vem da carne e do sangue, que é de todo imprópria. Mahamati, o alimento próprio para meus Sravakas, Pratyekabuddhas e Bodhisattvas é o Dharma, e não a carne. O Tathagata é o Dharmakaya, Mahamati; ele se atém ao Dharma como alimento; seu corpo não é um corpo que se alimentou de carne; ele não suporta nenhum alimento cárneo. Ele já se expurgou da energia-hábito de sede e desejo que mantém preso à existência; ele mantém a má energia-hábito das paixões afastada; ele é totalmente emancipado em mente e sabedoria; ele é aquele que tudo sabe, que tudo vê; ele considera a todos os seres com imparcialidade e como seus filhos; ele é um grande coração compassivo. Mahamati, considerando que todos os seres são como um filho único, como posso eu permitir que os Sravakas comam a carne de seus próprios filhos? Muito menos eu o faria! Afirmar que eu permiti que os Sravakas, assim como eu mesmo, tomassem parte no hábito de comer carne, Mahamati, é algo totalmente sem fundamento.
É dito:
1. Licor, carne e cebola devem ser evitados pelos Bodhisattvas-Mahasattvas e por aqueles que são heróis da vitória.
2. A carne não agrada aos sábios: possui um odor fétido e nauseante, causa má reputação, é comida para os carnívoros; Digo-lhe Mahamati, não deve ser consumida.
3. Àqueles que consomem carne há efeitos ruins, àqueles que não a consomem, méritos; Mahamati, você deve saber que os comedores de carne trazem para si mau carma.
4. Que o iogue deixe de comer carne, já que a carne também cresce nele e o ato de comê-la é uma transgressão, já que a carne é produzida por sêmen e sangue e o ato de matar os animais aterroriza os seres.
5. Que o iogue sempre deixe de comer carne, cebola e os vários tipos de licor e alho.
6. Não unte seu corpo com óleo de gergelim; não durma em uma cama cheia de espinhos; os seres que vivem em cavidades e fora delas ficarão terrivelmente assustados.
7. Do comer carne surge arrogância, da arrogância surge uma noção errônea, e dela a ganância; por esta razão deixe de comer carne.
8. Da imaginação surge a ganância, e com a ganância a mente fica estupefata; surge apego à estupefação e assim não há libertação do nascimento e morte.
9. Por causa de lucro seres sencientes são destruídos, pela carne é dado dinheiro, isto é uma ação errônea e a ação irá maturar nos infernos.
10. Aquele que come carne, ignorando as palavras do Muni, tem uma mente maldosa; ele é apontado nos ensinamentos do Sakya como o destruidor do bem-estar dos dois mundos.
11. Esses causadores de mal irão para os mais terríveis infernos; comedores de carne serão jogados em horríveis infernos, tais como o Raurava etc..
12. Não há carne que possa ser considerada pura, seja ela não premeditada, não pedida e não impelida. Portanto, deixe de comer carne.
13. Que o iogue não coma carne, é proibido por mim assim como pelos Budas; Seres que se alimentam uns dos outros renascerão entre os animais carnívoros.
14. Aquele que come carne cheira mal, é desdenhoso e privado de inteligência; ele nascerá novamente e novamente nas famílias de Candala, Pukkasa e Domba.
16. O consumo de carne é rejeitado por mim em sutras como o Hastikakshya, o Mahamegha, o Nirvana, o Anglimalika e este, o Lankavatara.
17. O consumo de carne é condenado pelos Budas, Bodhisattvas e Sravakas; se alguém devora a carne sem sentir-se envergonhado, para sempre esta pessoa será insensata.
18. Aquele que evita a carne etc., nascerá, por causa disso, na família dos Brâmanes, dos Iogues, dotado com conhecimento e bem-estar.
19. Que a pessoa evite todo tipo de consumo de carne, ignorando o que outros possam dizer; esses teóricos que nasceram em famílias carnívoras não entendem nada.
20. Assim como a ganância é um impedimento para a libertação; da mesma forma, consumir carne, licor etc., também são impedimentos.
21. Poderá haver uma época em que as pessoas passem a fazer tolas afirmações sobre o consumo de carne, dizendo: “A carne é própria para se comer e permitida pelo Buda”.
22. “Comer carne é uma medicina”; novamente, lembre que é a carne de uma criança; siga as medidas corretas e seja avesso à carne.
23. O consumo de carne é proibido por mim em todo lugar e em todos os tempos para aqueles que estão procurando desenvolver a compaixão; aquele que come carne renascerá como um leão, tigre, lobo etc.
24. Portanto, não coma carne, tal ato causará terror entre as pessoas, pois impede que surja a verdade da libertação; Deixar de comer carne – este é o ensinamento dos Sábios.
Aqui termina o oitavo capítulo, “Sobre o consumo de carne”, do Sutra Lankavatara, a essência do ensinamento de todos os Budas.”
Livro completo: http://www.amentemente.com/Textos/O%20Lankavatara%20Sutra.html
Fonte: http://rodadalei.blogspot.com.br/2012/10/budismo-e-vegetarianismo-tudo-ver.html
Livro completo: http://www.amentemente.com/Textos/O%20Lankavatara%20Sutra.html
Fonte: http://rodadalei.blogspot.com.br/2012/10/budismo-e-vegetarianismo-tudo-ver.html
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Bíblia: Provérbio 15 prato de hortaliça e compaixão
1 A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
2 A língua dos sábios destila o conhecimento; porém a boca dos tolos derrama a estultícia.
3 Os olhos do Senhor estão em todo lugar, vigiando os maus e os bons.
4 Uma língua suave é árvore de vida; mas a língua perversa quebranta o espírito.
5 O insensato despreza a correção e seu pai; mas o que atende à admoestação prudentemente se haverá.
6 Na casa do justo há um grande tesouro; mas nos lucros do ímpio há perturbação.
7 Os lábios dos sábios difundem conhecimento; mas não o faz o coração dos tolos.
8 O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor; mas a oração dos retos lhe é agradável.
9 O caminho do ímpio é abominável ao Senhor; mas ele ama ao que segue a justiça.
10 Há disciplina severa para o que abandona a vereda; e o que aborrece a repreensão morrerá.
11 O Seol e o Abadom estão abertos perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens!
12 O escarnecedor não gosta daquele que o repreende; não irá ter com os sábios.
13 O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate.
14 O coração do inteligente busca o conhecimento; mas a boca dos tolos se apascenta de estultícia.
15 Todos os dias do aflito são maus; mas o coração contente tem um banquete contínuo.
16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro, e com ele a inquietação.
17 Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele o ódio.
18 O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta.
19 O caminho do preguiçoso é como a sebe de espinhos; porém a vereda dos justos é uma estrada real.
20 O filho sábio alegra a seu pai; mas o homem insensato despreza a sua mãe.
21 A estultícia é alegria para o insensato; mas o homem de entendimento anda retamente.
22 Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.
23 O homem alegra-se em dar uma resposta adequada; e a palavra a seu tempo quão boa é!
24 Para o sábio o caminho da vida é para cima, a fim de que ele se desvie do Seol que é em baixo.
25 O Senhor desarraiga a casa dos soberbos, mas estabelece a herança da viúva.
26 Os desígnios dos maus são abominação para o Senhor; mas as palavras dos limpos lhe são aprazíveis.
27 O que se dá à cobiça perturba a sua própria casa; mas o que aborrece a peita viverá.
28 O coração do justo medita no que há de responder; mas a boca dos ímpios derrama coisas más.
29 Longe está o Senhor dos ímpios, mas ouve a oração dos justos.
30 A luz dos olhos alegra o coração, e boas-novas engordam os ossos.
31 O ouvido que escuta a advertência da vida terá a sua morada entre os sábios.
32 Quem rejeita a correção menospreza a sua alma; mas aquele que escuta a advertência adquire entendimento.
33 O temor do Senhor é a instrução da sabedoria; e adiante da honra vai a humildade.
Bíblia: Provérbio 23 Não estejas entre os comilões de carne...
1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;
2 e põe uma faca à tua garganta, se fores homem de grande apetite.
3 Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora.
4 Não te fatigues para seres rico; dá de mão à tua própria sabedoria:
5 Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu.
6 Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos.
7 Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.
8 Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
9 Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10 Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos,
11 porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti.
12 Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
13 Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá.
14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol.
15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio;
16 e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17 Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia.
18 Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança.
19 Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração.
20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.
22 Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.
23 Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento.
24 Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará.
25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu à luz.
26 Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos.
27 Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira.
28 Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores.
29 Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.
33 Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades.
34 o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.
35 E diràs: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.
Bíblia: vegetarianismo (velho testamento)
Ezequiel 4
14 Então disse eu: Ah Senhor Deus! eis que a minha alma não foi contaminada: pois desde a minha mocidade até agora jamais comi do animal que morre de si mesmo, ou que é dilacerado por feras; nem carne abominável entrou na minha boca.
Isaías 7
10 De novo falou o Senhor com Acaz, dizendo:
11 Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o ou em baixo nas profundezas ou em cima nas alturas.
12 Acaz, porém, respondeu: Não o pedirei nem porei à prova o Senhor.
13 Então disse Isaías: Ouvi agora, ó casa de Davi: Pouco vos é afadigardes os homens, que ainda afadigareis também ao meu Deus?
14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
15 Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem.
Isaías 59
1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir;
2 mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.
3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.
10 De novo falou o Senhor com Acaz, dizendo:
11 Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o ou em baixo nas profundezas ou em cima nas alturas.
12 Acaz, porém, respondeu: Não o pedirei nem porei à prova o Senhor.
13 Então disse Isaías: Ouvi agora, ó casa de Davi: Pouco vos é afadigardes os homens, que ainda afadigareis também ao meu Deus?
14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
15 Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem.
1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir;
2 mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça.
3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.
terça-feira, 27 de março de 2012
God and me
Me: God,can i ask you a question?
GOD: Sure
Me: Promise me...you won't get mad
GOD: I promise
Me: Why did you let so much stuff happen to me today?
GOD: What do you mean?
Me: Well, i woke up late
GOD: Yes
Me: My car took forever to start
GOD: Okay
Me: On the way home, my phone went DEAD, just as i picked up a call
GOD: All right
Me: And on top of it all off, when i got home , i just want to soak my feet in new foot massager & relax. But it wouldn't work !!! Nothing went right today ! Why did you do that?
GOD: Let me see, the death angel was at your bed this morning ,i had to send one of my angels to battle him for your life. I let you sleep through that
Me: OH
GOD: I didn't let your car start because there was a drunk driver on your route that would have hit you if you were on the road.
Me: (ashamed)
GOD: Your phone went dead bcuz the person that was calling was going to give false witness about what you said on that call, I didn't even let you talk to them so you would be covered.
Me: I see God
GOD: Oh and that foot massager, it had a shortage that was going to throw out all of the power in your house tonight. I didn't think you wanted to be in the dark.
Me: I'm Sorry God
GOD: Don't be sorry, just learn to Trust Me...in All things , the Good & the bad.
Me: I will trust you
GOD: And don't doubt that My plan for your day is Always Better than your plan.
Me: I won't ,God...let me just tell you , Thank you for Everything today.
GOD: You're welcome son . It was just another day being your God and I Love looking after My Children..
GOD: Sure
Me: Promise me...you won't get mad
GOD: I promise
Me: Why did you let so much stuff happen to me today?
GOD: What do you mean?
Me: Well, i woke up late
GOD: Yes
Me: My car took forever to start
GOD: Okay
Me: On the way home, my phone went DEAD, just as i picked up a call
GOD: All right
Me: And on top of it all off, when i got home , i just want to soak my feet in new foot massager & relax. But it wouldn't work !!! Nothing went right today ! Why did you do that?
GOD: Let me see, the death angel was at your bed this morning ,i had to send one of my angels to battle him for your life. I let you sleep through that
Me: OH
GOD: I didn't let your car start because there was a drunk driver on your route that would have hit you if you were on the road.
Me: (ashamed)
GOD: Your phone went dead bcuz the person that was calling was going to give false witness about what you said on that call, I didn't even let you talk to them so you would be covered.
Me: I see God
GOD: Oh and that foot massager, it had a shortage that was going to throw out all of the power in your house tonight. I didn't think you wanted to be in the dark.
Me: I'm Sorry God
GOD: Don't be sorry, just learn to Trust Me...in All things , the Good & the bad.
Me: I will trust you
GOD: And don't doubt that My plan for your day is Always Better than your plan.
Me: I won't ,God...let me just tell you , Thank you for Everything today.
GOD: You're welcome son . It was just another day being your God and I Love looking after My Children..
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A LEOA QUE NÃO QUERIA COMER CARNE
São todos os leões carnívoros ferozes que precisam comer carne para sobreviver? Aparentemente não!
A revista australiana "Creation ex-nihilo" vol. 22, nº 2, de março-maio de 2000 publicou um artigo de David Catchpoole com o título acima, que não só apresenta um caso, real, inteiramente incomum, como também aponta para o cumprimento de profecias que falam da restauração de nosso planeta às condições originais, com o leão e o cordeiro pacificamente pastando juntos!
Para comprar o livro: http://www.americanas.com.br/produto/7105053/livro-leoa-vegetariana-a
Para baixar o livro: http://animalliberationfront.com/Saints/Authors/Stories/Little-Tyke-small.pdf
Versão em inglês:
Revista: http://creation.com/the-lion-that-wouldnt-eat-meat
http://articlesofhealth.blogspot.com/2007/08/lion-who-would-not-eat-meat.html
A revista australiana "Creation ex-nihilo" vol. 22, nº 2, de março-maio de 2000 publicou um artigo de David Catchpoole com o título acima, que não só apresenta um caso, real, inteiramente incomum, como também aponta para o cumprimento de profecias que falam da restauração de nosso planeta às condições originais, com o leão e o cordeiro pacificamente pastando juntos!
No começo deste século, uma leoa africana, nascida e crescida nos Estados Unidos, viveu todos os nove anos de sua vida sem jamais comer carne (1). De fato, seus donos, Georges e Margaret Westbean (2), preocupados com publicações de cunho científico advertindo que os animais carnívoros não poderiam viver sem comer carne, tentaram de todos os modos induzir o seu incomum animal de estimação (ao qual deram o nome de "Little Tyke") a desenvolver o apetite pela carne. Chegaram até a anunciar uma recompensa em dinheiro para quem conseguisse elaborar uma ração contendo carne, que a leoa aceitasse. O curador de um jardim zoológico de Nova York aconselhou que o casal Westbean pusesse algumas gotas de sangue na mamadeira de Little Tyke para ajudá-la a se acostumar, mas a leoa, ainda pequena, recusou sequer tocá-la, mesmo quando somente uma única gota de sangue tivesse sido introduzida.
Os mais famosos especialistas em animais, dentre os numerosos visitantes da fazenda Hidden Valley, de 40 hectares, dos Westbeans, também deram vários conselhos, mas nenhum deles funcionou. Nesse meio-tempo, Little Tyke continuava a passar extremamente bem, com sua dieta de cereais em grão,
cozidos, ovos e leite. Aos quatro anos de idade, a leoa, já adulta, pesava 160 quilos.
cozidos, ovos e leite. Aos quatro anos de idade, a leoa, já adulta, pesava 160 quilos.
Como escreve Georges Westbean, foi um jovem visitante à fazenda do Hidden Valley que finalmente despertou a sua mente quanto à resposta da questão de como induzir Little Tyke a comer carne (o que se achava ser essencial para a sobrevivência dos carnívoros): 'Ele voltou seu olhar para mim, seriamente, e perguntou: Você não lê a sua Bíblia? Admiti que não a lia tanto quanto provavelmente deveria. Então continuou ele: Leia Gênesis 1:30, e Você encontrará a resposta. Na primeira oportunidade, peguei minha Bíblia e procurei a passagem que ele havia indicado. Para minha total surpresa, li estas palavras: "E a todo animal na terra, e a toda ave no céu, e a tudo que rasteja sobre a terra, em que existe vida, dei-lhes a erva verde para alimento (em Inglês meat, que também
significa carne); e assim foi."
significa carne); e assim foi."
Os donos de Little Tyke, embora aparentemente não sendo cristãos, aceitaram tanto o que leram, que não mais se preocuparam com a recusa da leoa a comer carne, e passaram a procurar aprimorar a sua "dieta vegetariana" (3), com novos cereais a serem incorporados ao alimento dela. Numerosos cereais foram moídos e misturados ainda secos, então cozidos e adicionados ao leite e aos ovos. A leoa passou a alimentar-se com essa ração todas as manhãs e as tardes, e às vezes ao meio-dia também. Para a saúde de suas gengivas e dentes - pois ela recusava todos os oferecimentos de ossos para roer - foram-lhe dadas pesadas botas de borracha para mastigar, que duravam em geral cerca de três semanas. Com essa dieta, a leoa não só sobreviveu, mas manteve-se em excelente estado. Um dos 'mais capazes curadores de jardins zoológicos' dos Estados Unidos teria dito que ela era o melhor espécime de sua espécie, que jamais houvera visto.
Além de Little Tyke, os Westbans criavam também outras espécies de animais em sua fazenda. Um grande número de visitantes em Hidden Valley foi motivado pela perspectiva de ver o leão vivendo com o cordeiro, em situação semelhante à da profecia de Isaías 11:6. Ver a leoa vivendo placidamente em companhia de ovelhas, vacas e aves domésticas, causava profunda impressão em
muitos visitantes.
muitos visitantes.
Filmes na televisão (4) e fotografias de Little Tyke na imprensa também impressionaram muitas pessoas, como uma que escreveu: Nada me fez mais contente do que a sua fotografia do leão e do cordeiro. Ela me ajudou a crer na Bíblia.
À luz deste caso de Little Tyke, e de outros relatos de animais carnívoros sobrevivendo com base em dietas vegetarianas (5), certamente é mais fácil reportar-se ao relato de Gênesis relativo aos animais vivendo exclusivamente em regime vegetariano anteriormente à queda (6).
A observação feita por Georges Westbean de que para manter bem o seu estômago, Little Tyke passava cerca de uma hora comendo o suculento capim dos pastos, e também uma vívida lembrança das profecias de Isaías 11:7 e 65:25: "... o leão comerá palha como o boi."
Referências e Notas
- Westbean, G., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, IL, USA, 1986. (Informações retiradas das páginas 3-6, 17, 32-35, 59-60, 113-114).
- A leoa havia sido dada para os Westbeans como uma cria severamente machucada, pelo Zoológico que abrigava sua mãe. A mãe havia matado todas as suas crias de seus quatro partos anteriores, imediatamente após ter dado à luz. Desta vez, porém, os funcionários do Zoológico ficaram de sobreaviso, prontos para resgatar a cria no momento do parto. Foram bem sucedidos no resgate, mas não antes das poderosas mandíbulas da mãe rapidamente terem ferido a perna frontal direita de Little Tyke.
- Muitas pessoas incluem ovos não galados nas atuais dietas vegetarianas, pois isso não envolveria a morte de animais. Embora possa parecer improvável que ovos (ou leite para animais adultos) fizessem parte da dieta anterior à queda, o ponto a ser destacado aqui é que os leões não necessitam de carne para a sobrevivência. É provável que muitas plantas hoje extintas constituíssem fontes bastante ricas de proteínas no reino vegetal anterior à queda e ao dilúvio.
- Lamentavelmente, enquanto estava em Hollywood para a filmagem de um programa de televisão para uma cadeia nacional, Little Tyke contraiu pneumonia, e morreu algumas semanas depois.
- Quando morei na Indonésia, na década de 1980, várias famílias me contaram que nunca haviam dado carne aos seus cães de estimação, embora fosse possível que ossos estivessem contidos nas rações que lhes davam. Outros relatos sugerem ser essa uma prática comum naquele país.
- A Bíblia não nos dá detalhes de como a mudança de dieta vegetariana para carnívora ocorreu após a queda. Uma possibilidade seria ter havido um replanejamento divino. Mesmo que os leões hoje não necessitem comer carne para sobreviver, isso não invalidaria o relato de Gênesis. Para uma discussão mais completa do tema, ver o livro The Answer Book publicado por Answers in Genesis (editora da revista Creation ex-nihilo")
Para comprar o livro: http://www.americanas.com.br/produto/7105053/livro-leoa-vegetariana-a
Para baixar o livro: http://animalliberationfront.com/Saints/Authors/Stories/Little-Tyke-small.pdf
Versão em inglês:
Revista: http://creation.com/the-lion-that-wouldnt-eat-meat
http://articlesofhealth.blogspot.com/2007/08/lion-who-would-not-eat-meat.html
E se o estomago não digere e sim alcaliniza a alimentação?
A segui é link de um texto científico explicando o que ocorre quando a comida entra no estomago e o processo de "digestão".
Pode ser vista como uma prova para mostrar o porquê do não comer carne, já que o nosso corpo foi feito para ser de caráter alcalina e não ácida,
e excesso de acidez provocado pelo consumo de carne ou derivados de
leite pode nos adoecer.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O Sexto Patriarca
tradição budhista
por É TUDO VAZIO
Havia, há muito tempo, na China, um homem sábio e santo chamado de O Quinto Patriarca. Um dia, o Quinto Patriarca, vendo que era o momento de escolher aquele que seria o Sexto Patriarca, pediu para que seus discípulos escrevessem um poema com o objetivo de avaliar o nível de iluminação de cada um. Aquele que passasse no teste seria o Sexto Patriarca. Então um monge escreveu na parede do corredor o seguinte verso:
O corpo é uma árvore bodh onde há um espelho que é nossa mente.
Devemos sempre polir o espelho para a poeira nele não se assentar.
Ao lerem isso os monges ficaram exaltados pois achavam que quem compôs o poema seria o Sexto Patriarca e começaram a recitar o poema considerando-o santo. Entretanto, vendo aquilo, o Quinto Patriarca disse para o monge que compôs os versos que ele ainda não tinha compreendido a verdade.
Havia no mosteiro um jovem leigo, analfabeto, que trabalhava na cozinha e tendo também escutado o poema, desejou compor outro. Então, pediu para que um monge escrevesse os versos ao lado do primeiro. Dizia o seguinte, o poema do monge analfabeto:
Não há árvore bodh, não há nenhum espelho.
Se não há espelho onde poderia a poeira se assentar ?
Ele se tornou o Sexto Patriarca. Hui-nen
A diferença entre Céu e Inferno está na intenção
Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.
- Monge - disse, numa voz acostumada à obediência imediata - Ensina-me sobre o céu e o inferno!
O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.
O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.
O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- Isso é o céu - completou o monge, com serenidade.
- Monge - disse, numa voz acostumada à obediência imediata - Ensina-me sobre o céu e o inferno!
O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.
O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.
O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.
- Isso é o céu - completou o monge, com serenidade.
Conta-se que um poeta estava um dia passeando ao crepúsculo em uma floresta, quando de
repente surgiu diante dele uma aparição do maior dos poetas, Virgílio. Virgílio disse ao apavorado poeta que o destino estava sorrindo para ele e que ele tinha sido escolhido para conhecer os segredos do Céu e do Inferno. Por mágica Virgílio transportou-se e ao poeta, ainda apavorado com experiência tão súbita, ao velho e mítico rio que circundava o submundo. Entraram em uma canoa e Virgílio instruiu o poeta para remar até o Inferno. Quando chegaram, o poeta estava algo surpreso por encontrar um lugar semelhante à floresta onde estavam, e não feito de fogo e enxofre nem infestado de demônios alados e criaturas nojentas exalando fogo, como ele esperava.
Virgílio pegou o poeta pela mão e levou-o por uma trilha. Logo o poeta sentiu, à medida que se aproximavam de uma barreira de rochas e arbustos, o cheiro de um delicioso ensopado. Junto com o cheiro, entretanto, vinham misteriosos sons de lamentações e ranger de dentes. Ao contornar as rochas, depararam-se com uma cena incomum. Havia uma grande clareira com muitas mesas grandes e redondas. No meio de cada mesa havia uma enorme panela contendo o ensopado cujo cheiro o poeta havia sentido, e cada mesa estava cercada de pessoas definhadas e obviamente famintas. Cada pessoa segurava uma colher com a qual tentava comer o ensopado. Devido ao tamanho da mesa, entretanto, e por serem as colheres compridas de forma a alcançar a panela no centro, o cabo das colheres era duas vezes mais comprido do que os braços das pessoas que as usavam. Isto tornava impossível para qualquer uma daquelas pessoas famintas colocar a comida na boca. Havia muita luta e imprecações enquanto cada pessoa tentava desesperadamente pegar pelo menos uma gota do ensopado.
O poeta ficou muito abalado com a terrível cena, até que tampou os olhos e suplicou a Virgílio que o tirasse dali. Em um momento eles estavam de volta à canoa e Virgílio mostrou ao poeta como chegar até o Céu. Quando chegaram, o poeta surpreendeu-se novamente ao ver uma cena que não correspondia às suas expectativas. Aquele lugar era quase exatamente igual ao que eles tinham acabado de sair. Não havia grandes portões de pérolas nem bandos de anjos a cantar. Novamente Virgílio conduziu-o por uma trilha onde um cheiro de comida vinha de trás de uma barreira de rochas e arbustos. Desta vez, entretanto, eles ouviram cantos e risadas quando se aproximaram. Ao contornarem a barreira, o poeta ficou muito surpreso de encontrar um quadro idêntico ao que eles tinham acabado de deixar; grandes mesas cercadas por pessoas com colheres de cabos desproporcionais e uma grande panela de ensopado no centro de cada mesa. A única e essencial diferença entre aquele grupo de pessoas e o que eles tinham acabado de deixar, era que as pessoas neste grupo estavam usando suas colheres para alimentar uns aos outros.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Por que não alho e a cebola?
Existe algo mais comum na alimentação
brasileira do que o alho e a cebola?
A cebola e o alho são membros da família
aliáceos (alliums), juntamente com o alho-poró, cebolinha, nirá e chalotas.
O sabor e o aroma promovido pelos aliáceos
impregnam o alimento como nenhum outro tempero.
Quimicamente (aspecto físico), o alho e a
cebola possuem muitas propriedades conhecidas, entre elas: antibiótica,
anti-inflamatória, anti-microbiana, anti-oxidante… “curando” uma variedade de
doenças.
Sabemos que certos químicos tem efeito
também sobre a mente e a consciência. Mas o que se sabe sobre os efeitos
energéticos (sutis) e psíquicos dos Alliuns (alho, cebola, cebolinha, alho
poró, chalotas…)???
Na Medicina Clássica Oriental (Ayurveda e
Chinesa) isto era muito observado. Sempre era visto a relação da doença com o
espírito. Nos livros clássicos de Ayurveda podemos ver como fator principal
para os desequilíbrios/doenças a existência de algum conflito com a Consciência
(Verdade). a Matéria ou Substância tem três qualidades ou atributos
fundamentais, que são Sattva, Rajas e Tamas.
• No nível físico, Sattva é harmonia;
Rajas é actividade; Tamas é inércia.
• No nível mental, Sattva é verdade; Rajas
é paixão; Tamas é indiferença.
• No nível de alimentos,Sattva é bondade;
Rajas é paixão;Tamas é ignorância.
Cebola e alho, e as outras plantas aliáceas
são classificados como rajas e tamas, que significa que eles aumentam a paixão
e ignorância.
Dentro das tradições hindus, é sabido os
efeitos dos aliáceos, por isso yogues, monges celibatários e Vaishnavas –
seguidores de Vishnu, Rama e Krishna – priorizam cozinhar sempre com alimentos
da categoria sattva, que inclue alimentos como frutas frescas, grãos, legumes,
verduras, ervas aromáticas, produtos lácteos (de vaca feliz), castanhas e assim
por diante.
Especificamente, os Vaishnavas, que antes
de se alimentar sempre oferecem o alimento a Deus, não cozinham com aliáceos
por serem impróprios de oferecer à Divindade. Alimentos rajásicos e tamásicos
também não são usados por yogues e monges porque eles são prejudiciais a
concentração, meditação e devoção.
Dr. Robert E. Svoboda, autoridade bem
conhecida dentro da Medicina Ayurveda, diz: “Alho e cebola são rajas e tamas, e
estão proibidos a yogis porque a raiz da consciência se firma mais no corpo”.
O alho e a cebola são evitadas por adeptos
de práticas espirituais, porque elas irritam o sistema nervoso central (e sua
ligação com os corpos sutis), além de perturbar também os votos de celibato.
Pois, como é sabido na cultura popular o alho é um afrodisíaco natural.
Em Ayurveda é visto que todo veneno na dose
certa, para a pessoa certa e nas circunstâncias certas, pode ser bom para algum
desequilíbrio. A questão é se vale a pena os efeitos colaterais e se não existe
outras alternativas melhores.
Assim, a Ayurveda também ensina que o alho
pode ser usado como tônico para a perda de potência sexual por qualquer causa,
debilidade sexual por impotência ou por excesso.
E na Medicina Clássica Chinesa, do mesmo
modo, é visto que o Coração (Shen – Espírito) é a origem de todos os
desequilíbrios e doenças. essa prática que ocorre há milhares de anos, ensina
que as plantas da família aliáceos são prejudiciais para os seres humanos em
estado saudável. Em seus escritos, um sábio Tsang-Tsé descreveu os Alliums como
os “cinco vegetais pungentes e aromáticos”, e cada um tem um efeito negativo
sobre um dos cinco órgãos, sendo as cebolas prejudiciais para os pulmões,
dispersando a energia primordial do elemento Metal; o alho para o coração,
dispersando a energia primordial do elemento Fogo; o alho-poró ao
baço/pâncreas, dispersando a energia primordial do elemento Terra; a cebolinha
para o fígado, dispersando a energia primordial do elemento Madeira; e cebolas
verdes [cebolas de salada ou "spring onions"] para os rins, dispersando
a energia primordial do elemento Água.
Cabe aqui salientar que na Medicina Chinesa
quando se fala num órgão não está se restringindo apenas ao órgão físico em si,
mas toda a energia e funções afins, como por exemplo o coração que é visto como
a sede do espírito-mente (Shen), que por isso envolve também questões
psíquicas.
Podemos encontrar num site de Taiwan sobre
alimentação descrito assim: “cebolinha e alho prejudicam o fígado e diminuem a
energia da madeira; alho prejudica o coração e arruina a energia do fogo;
chalotas prejudicam o baço e queimam a energia da terra; gengibre e cebolinha
prejudicam os pulmões e dispersam a energia do metal; e alhos e cebolas
prejudicam os rins e expelem a energia da água.”
Existe uma variedade enorme de cebolas e
alhos, inclusive híbridos e modificados geneticamente, sendo por isso muitas
vezes difícil de se categorizar.
Tsang-tsé também disse que estes vegetais
pungentes contem cinco tipos diferentes de enzimas que causam além de reações repulsivas no hálito, na
transpiração e nas entranhas (odor extra-fétido), também leva a indulgência
lasciva [luxúria], aumenta a agitação, ansiedade e agressividade,
principalmente quando consumidos crus.
Você já tentou meditar alguma vez?
Simplesmente parar os pensamentos e contemplar o momento? Muito da nossa
dificuldade em contemplar o aqui e agora é porque recebemos muito estímulos
negativos, alimentamos nossa mente com muita porcaria, sendo atraídos por
muitas forças-desejos. E por mais incrível que isto possa parecer, um dos
fatores de influência da agitação (ou depressão) em nossa mente está no que
comemos! Vamos refletir sobre os florais e remédios homeopáticos que são
capazes de mexer com nosso humor e psique, apenas com impressões sutis.
Assim como na Medicina Clássica Chinesa, na
Ayurveda também é descrito que além de produzir hálito e odor corporal, estas
plantas [aliáceos] induzem irritação, agitação, ansiedade e agressividade. Assim, os aliáceos causam prejuízos físicos,
emocionais, mentais e espirituais.
Na década de 1980, em sua pesquisa sobre o
funcionamento do cérebro humano, o Dr. Robert [Bob] C. Beck, DSc., descobriu
que o alho tem um efeito negativo sobre o cérebro. Ele descobriu que o alho de fato é tóxico
para o homem porque seus íons sulfona-hidroxila
pode penetrar a barreira cérebro-sangue e são tóxicos para as células do
cérebro.
O Dr. Beck explicou que, desde os anos 1950 é conhecido que em testes de vôo, quando o alho era consumido pelos pilotos, há redução do tempo de reação por duas a três vezes. Isto é porque os efeitos tóxicos de alho “desincronizam” as ondas do cérebro. ”O médico de vôo vinha nos cercar todo mês e lembrar a todos nós:”Não ouse tocar em qualquer alho 72 horas antes de voar um dos nossos aviões, porque ele vai dobrar ou triplicar o seu tempo de reação. Você fica três vezes mais lento do que seria se você não tivesse algumas gotas de alho. “
São por essas razões que as plantas da família Allium tem sido amplamente reconhecida como sendo prejudiciais aos cães, sendo prejudiciais ao sistema gastro-intestinal e neurológico, podendo até destruir as hemoglobinas dos animais.
Na própria medicina ocidental é visto que o alho nem sempre é benéfico. Por possuir um fator muito forte anti-bactericida e anti-microbiana, é amplamente aceito entre os profissionais de saúde que, além de matar bactérias nocivas, o alho também destrói as bactérias benéficas, que são essenciais para o bom funcionamento do sistema digestivo.
Praticantes de Reiki explicam que cebolas e alho estão entre as primeiras substâncias a ser expulsas pelo organismo da pessoa – junto com o tabaco, álcool e medicamentos farmacêuticos. Isto torna evidente que aliáceos tem um efeito negativo sobre o corpo humano e devem ser evitadas.
A medicina homeopática chega à mesma conclusão quando se reconhece que a cebola vermelha produz uma tosse seca, olhos lacrimejantes, espirros, corrimento nasal e outros efeitos relacionados com sintomas de resfriado.
Se observarmos a fenomenologia botânica dessas plantas, veremos que o caule delas, ao contrário de todas as plantas, “involuiram” para baixo da terra (escuridão), sendo o que a gente come não é a raiz e sim folhas transformadas (enroladas em bulbos ou dentes). A força da gravidade (que nos prende a matéria) é muito forte nelas. O aroma no qual a tendência natural é subir para as folhas, flores e frutos, nelas descem e se concentram nesses bulbos. Todos os Aliums possuem um elemento sulfuroso (enxofre), permeando o líquido dessas folhas transformadas.
Enfim, em termos medicinais, a questão toda é que pode-se utilizar qualquer tipo de droga para aliviar e eliminar sintomas, entorpecendo sutilmente ou de maneira evidente a consciência da pessoa, mas para a causa da doença verdadeira nada está sendo feito, pois só realmente nos curamos quando compreendemos no que estamos indo contra a Consciência/Coração/Verdade/Natureza e então nos corrigimos no Caminho.
Quando afastamos a consciência do problema, aparentemente nos sentimos melhor, mas ainda estamos ignorando a Verdade sobre a causa do problema que continua em nosso coração. E cedo ou tarde rebrotará. Infelizmente o nosso costume atual (vício) é o de então voltar a entorpecer o organismo e consciência com drogas para sumir com os sintomas novamente, e assim a roda de sofrimento (sansara) continua.
Apesar de ainda não se poder comprovar através da ciência material, através da ciência espiritual pode-se constatar que este conhecimento era observado na origem de todas as religiões, pois essas plantas Allium expelem os seres celestiais (anjos) e atraem seres dos mundos inferiores.
No Hinduismo e Budismo isto ainda é bem observado. Buda numa conversa com seu discípulo Ananda, conhecida como Sutra Surangama, cap. VI, subtítulo “The Three Gradual Steps to Wipe Out Sansàra” (Os Três Passos Graduais para Transcender [Purificar] o Sansara), disse:
“Quais são esses três passos graduais? (Eles são:) a prática que contribui para remover todas as causas acessórias [segundárias]; a prática principal para eliminar as causas básicas [primárias]; e a prática progressiva para parar o crescimento do carma.
Quais são as causas secundárias? Ananda, destas doze espécies, o mundo deve sua existência a quatro formas de alimentação: por comer, tocar, pensar e tomar consciência dos alimentos.
Portanto, o Buda diz que todos os seres vivos dependem de alimentação para a sua estada (em sansara). Ananda, todos os seres vivem se comerem alimentos saudáveis e morrem se ingerirem veneno. Em sua busca por Samadhi, eles devem se abster de comer cinco tipos de raízes pungentes (i.e., alho, os três tipos de cebolas e alho-poró), se consumidos cozidos são afrodisíacas e se crus causam irritabilidade. Ainda que aqueles que comem possam ler as doze divisões do Sutra Mahayana, eles expulsam os espíritos de vidência (Á ˘ i) nas dez direções que abominam o mau cheiro, e atrairão os fantasmas famintos que lambem seus lábios. Eles estão sempre rodeados por fantasmas, e sua boa sorte irá desaparecer dia a dia em seu próprio prejuízo. Quando esses comedores de raízes pungentes praticam o Samadhi, nenhum dos Bodhisattvas, espíritos videntes e bons espíritos vêm para protegê-los, enquanto o poderoso rei dos demônios aproveita a ocasião para aparecer como um Buda, como se a ensinar-lhes o Dharma, difamando e quebrando os preceitos e louvando a carnalidade, a raiva e a estupidez; em sua morte, eles irão se juntar a sua comitiva, e no final de seu tempo em seu reino, eles vão cair no Inferno.”
Quais são as causas secundárias? Ananda, destas doze espécies, o mundo deve sua existência a quatro formas de alimentação: por comer, tocar, pensar e tomar consciência dos alimentos.
Portanto, o Buda diz que todos os seres vivos dependem de alimentação para a sua estada (em sansara). Ananda, todos os seres vivem se comerem alimentos saudáveis e morrem se ingerirem veneno. Em sua busca por Samadhi, eles devem se abster de comer cinco tipos de raízes pungentes (i.e., alho, os três tipos de cebolas e alho-poró), se consumidos cozidos são afrodisíacas e se crus causam irritabilidade. Ainda que aqueles que comem possam ler as doze divisões do Sutra Mahayana, eles expulsam os espíritos de vidência (Á ˘ i) nas dez direções que abominam o mau cheiro, e atrairão os fantasmas famintos que lambem seus lábios. Eles estão sempre rodeados por fantasmas, e sua boa sorte irá desaparecer dia a dia em seu próprio prejuízo. Quando esses comedores de raízes pungentes praticam o Samadhi, nenhum dos Bodhisattvas, espíritos videntes e bons espíritos vêm para protegê-los, enquanto o poderoso rei dos demônios aproveita a ocasião para aparecer como um Buda, como se a ensinar-lhes o Dharma, difamando e quebrando os preceitos e louvando a carnalidade, a raiva e a estupidez; em sua morte, eles irão se juntar a sua comitiva, e no final de seu tempo em seu reino, eles vão cair no Inferno.”
No Taoismo e Islamismo isto hoje é visto de forma superficial, não utilizando-se estes alimentos durante as cerimônias e orações no templo/mesquita. Dentro do Sufismo (vertente mística islâmica), alguns ainda lembram que o Profeta Maomé não comia carne, alho e cebola para conversar com o Arcanjo Gabriel.
É bem conhecida dentro do Islã, porém, a história de uma santa Rabia que estava cercada de animais, pássaros… um homem viu, ficou encantado e se aproximou, mas todos os animais fugiram. E então perguntou a santa o motivo. Ela perguntou o que ele tinha comido e ele respondeu cebola. No que ela disse ser o maior tesouro deles.
Ninguém sabia explicar porque ela tinha dito isso, mas com a explicação do Buda tudo faz sentido. Os aliáceos são o elixir do mundo da sensação, um tesouro para os mundos e reinos inferiores.
Existem dezenas de opções para substituir o alho e a cebola, tanto para tempero como para remédio. Inclusive existe até uma árvore nativa brasileira conhecida como Paudalho. Nós utilizamos suas folhas e aprovamos.
Ainda como alternativa medicinal ao alho e cebola para melhorar a imunidade e “curar” os sintomas de várias doenças temos uma planta chamadaechinácea, que melhora a efetividade dos glóbulos brancos na luta contra os vírus e bactérias (TUBARO et al, 1987, TRAGNI et al, 1988 e MÜLLER et al 1994). Temos também o próprio própolis que é um poderosíssimo antibiotiótico com vários efeitos terapêuticos.
Diante de todo o exposto, esperamos ter esclarecido melhor sobre os malefícios do alho e da cebola em nossa alimentação (dando alternativas), bem como mostrar como é importante que nós tomemos consciência de nossos alimentos e de nossa vida como um todo.
Sugestões:
Pesquise no google e leia sobre “five pungent plants”.
Algumas fontes de pesquisa para este artigo:
2. Audrey Pavia, The Labrador Retriever Handbook, p. 100.
3.S.H. Lorna Wong, The Unfolding Truth of Man and the Universe, p. 43.
5. Francine Halvorsen, The Food and Cooking of China, p. 147
6. Daniel Reid, A Handbook of Chinese Healing Herbs, p. 106.
7. Erica White, Beat Candida Cookbook, p. 28.
8. Alan Davidson, The Oxford Companion to Food, p. 331.
9. Richard Gerber, Vibrational Medicine, p. 86.
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